Brava Energia (BRAV3) informou que, após a conclusão da auditoria da ANP em 10/10 na Bacia Potiguar, a Superintendência de Segurança Operacional determinou a interdição temporária de um conjunto de instalações, com impacto estimado de 3.500 boe/d na média de outubro (3,8% da produção média do 3T25). O comunicado dá sequência direta ao Fato Relevante de 9 de outubro que comunicou a auditoria em Potiguar e as paradas para adequações. A companhia destacou que a produção média dos últimos 30 dias segue acima de 90 mil bpd, já incorporando parte do efeito, e que os investimentos para as adequações estão previstos no ciclo orçamentário 2025/2026, com execução ao longo do 4T25 e retomada gradual, priorizando segurança e conformidade.

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Para dimensionar o impacto, vale o pano de fundo do portfólio: Potiguar tem sido um pilar relevante do onshore. Em agosto, por exemplo, a Brava reportou 92,4 mil boe/d de produção total, com contribuição expressiva da região — informação detalhada na produção de agosto por ativo, quando Potiguar respondeu por 22,7 mil bbl/d de óleo e 2,3 mil boe/d de gás. À luz desses volumes, a interdição de 3.500 boe/d tende a refletir um efeito localizado e transitório, já parcialmente acomodado na média recente, enquanto as frentes de adequação avançam dentro do cronograma informado.

Estruturalmente, o tratamento rápido de exigências regulatórias conversa com o redesenho operacional realizado em Potiguar neste ano. A co-gestão do escoamento de gás, metas de eficiência e governança orçamentária estabelecidas no closing da venda de 50% do midstream de gás em Potiguar e a co-gestão via JOA com foco em eficiência tendem a acelerar implementações, reduzir a duração de paradas e mitigar custos das intervenções. Em síntese, o episódio reforça a continuidade de uma estratégia que combina segurança operacional, disciplina de capital e transparência regulatória, com comunicação aderente à CVM 44 e execução alinhada ao orçamento 2025/2026.

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