Nesta quinta-feira, 9 de outubro de 2025, a Brava Energia (BRAV3) informou que uma auditoria da ANP está em curso desde 29 de setembro nas suas instalações da Bacia Potiguar, com previsão de término em 10 de outubro. No contexto do processo, parte das unidades da região teve a produção interrompida para adequações. A companhia afirmou estar atendendo integralmente às demandas do órgão regulador e comunicará tempestivamente os impactos na produção após a conclusão da auditoria, em linha com a Resolução CVM nº 44.
Estratégicamente, a auditoria ocorre no mesmo polo onde a Brava redesenhou a gestão do escoamento de gás e reforçou a governança operacional ao compartilhar o midstream com parceiro especializado e instituir um comitê operacional (JOA) com metas de eficiência. Esse arranjo tende a acelerar a implementação de ajustes, mitigar a duração de eventuais paradas e preservar segurança, conformidade e custos. O movimento se conecta ao closing da venda de 50% do midstream de gás em Potiguar e à co-gestão via JOA com foco em eficiência e redução de opex.
Para dimensionar o possível efeito volumétrico, Potiguar tem sido um dos principais contribuidores do onshore recente. Em agosto, por exemplo, a companhia informou produção média diária total de 92,4 mil boe/d, com Potiguar respondendo por 22.756 bbl/d de óleo e 2.266 boe/d de gás. Assim, uma interrupção parcial tende a afetar um subconjunto relevante, mas não necessariamente estrutural, do portfólio, cujo impacto deverá ser esclarecido após o encerramento da auditoria. Esse contexto está detalhado na produção de agosto com detalhamento por ativo, incluindo os volumes de Potiguar.
No plano de governança e disclosure, a comunicação tempestiva via Fato Relevante e a aderência à CVM 44 preservam previsibilidade e reduzem ruídos em temas regulatórios. Esse padrão é consistente com a evolução recente da governança e a atenção a conformidade e transparência observadas no board, reforçadas pela renúncia de Halvard Idland e o ciclo de recomposição do Conselho com foco em transparência e supervisão de riscos. Em conjunto, a co-gestão operacional em Potiguar e a governança fortalecida compõem uma narrativa de continuidade: segurança, conformidade e eficiência seguem no centro da execução.







