A Direcional (DIRR3) reportou uma prévia operacional robusta no 3T25: maior trimestre da história em lançamentos (VGV de R$ 2,0 bi, % companhia), 54% acima do 3T24 e 45% acima do 2T25; vendas brutas de R$ 1,6 bi e líquidas de R$ 1,4 bi; setembro como melhor mês da história (R$ 721 mi em vendas brutas). A geração de caixa somou R$ 114 mi no trimestre e R$ 494 mi no ano. O VSO consolidado foi de 24% (Riva a 27%; VSO de estoque Direcional a 25%), com 94% de participação nos lançamentos e 87% nas vendas líquidas. A Riva registrou seu melhor trimestre em vendas líquidas (R$ 719 mi, % companhia), enquanto a marca Direcional foi afetada pela concentração de ~45% dos lançamentos nas últimas semanas de setembro. Este desempenho consolida a aceleração de escala e margens inaugurada pelo novo patamar operacional e financeiro no 2T25, quando a companhia combinou forte expansão de lançamentos, VSO em alta e geração de caixa, preparando terreno para um 3T25 recorde.
Do lado de oferta e capital, a companhia encerrou o 3T25 com VGV em estoque de R$ 5,3 bi (R$ 4,5 bi % companhia), correspondente a 15,3 mil unidades (3% concluídas). O banco de terrenos atingiu R$ 51,3 bi em VGV (R$ 46,2 bi % companhia), com cerca de 220 mil unidades potenciais. No trimestre, foram adquiridos 12 terrenos (8,4 mil unidades; VGV de R$ 2,7 bi % companhia), a um custo médio de 10% do VGV, sendo 71% em permuta; no acumulado até setembro, R$ 8,6 bi em aquisições (R$ 7,9 bi % companhia), custo médio de 12% e 83% via permuta. A combinação de land bank volumoso com estrutura de capital leve e maior participação nos projetos (89% do VGV líquido contratado impactará Receita Líquida; 11% via equivalência) dá continuidade à estratégia de ganhar escala com disciplina financeira, em linha com o memorando de entendimentos com a Moura Dubeux para avaliar JVs no Nordeste e na Faixa 3, que reduz intensidade de capital por projeto, acelera a conversão do land bank e mitiga riscos de execução em novas praças.
Operacionalmente, o 3T25 reforça tendências: a Riva segue como vetor de velocidade comercial, enquanto a concentração de lançamentos no fim de setembro explica o descompasso momentâneo nas vendas da marca Direcional; ainda assim, o mix com 89% de reconhecimento em Receita Líquida sustenta visibilidade de resultados. A geração de caixa recorrente, aliada ao estoque predominantemente em construção, sugere continuidade do ciclo de monetização nos próximos trimestres. Essa trajetória coaduna-se com a mensagem estratégica levada ao mercado, focada em habitação popular, pipeline do MCMV e crescimento com retorno ao acionista, já destacada na agenda de comunicação com investidores em 03/09. Em síntese, o recorde de lançamentos e o melhor mês da história em setembro funcionam como a próxima etapa de uma narrativa que une escala, capital leve e parcerias regionais para sustentar a expansão com rentabilidade.







