No 2T25, a Camil Alimentos (CAML3) reportou lucro líquido de R$ 78,7 mi, receita de R$ 3,0 bi e EBITDA de R$ 250,6 mi (margem de 8,4%). Apesar das quedas anuais nas três linhas, houve recuperação sequencial: +10,9% em receita, +7,5% no EBITDA e +19,3% no lucro. O volume consolidado avançou 6,8% a/a e 24,9% t/t, com forte contribuição internacional (+26% a/a), enquanto o Brasil recuou 2,1% a/a. A margem bruta subiu para 22,6% em meio a deflação no alto giro e reajuste no alto valor; COGS caiu 10% a/a e o SG&A subiu 4,2% a/a (16,7% da receita). O capex foi de R$ 155,3 mi, concentrado em Cambaí (RS), e a alavancagem permaneceu em 4,1x EBITDA UDM, com liquidez de R$ 1,9 bi. Este resultado consolida a convivência entre investimento e retorno ao acionista, em linha com a distribuição de proventos aprovada em setembro, reforçando previsibilidade de caixa em um ciclo de commodities ainda volátil.
A dinâmica evidencia a maior relevância do internacional no mix (volumes e hedge natural de preços), enquanto os projetos industriais e de energia em Cambaí — incluindo a termelétrica a biomassa com início previsto para 2026 — devem sustentar ganhos estruturais de eficiência. Como evento subsequente, a companhia concluiu em 1º de setembro a entrada no mercado de arroz do Paraguai por meio da Villa Oliva, ainda sem efeito neste trimestre; a integração tende a ampliar originação, sinergias logísticas e diversificação geográfica, reduzindo a sensibilidade ao ciclo doméstico de arroz. Esse passo dá continuidade ao plano de internacionalização e foi formalizado no fato relevante que concluiu a aquisição da Villa Oliva e detalhou a reorganização societária no Paraguai, conectando crescimento regional com disciplina de capital e uma base energética mais eficiente.







