Nesta segunda-feira, 1º de setembro de 2025, a Camil Alimentos concluiu, por meio da subsidiária Camilatam S.A., a aquisição da Rice Paraguay S.A. e da totalidade das ações da Villa Oliva Rice S.A., após cumprir condições precedentes e finalizar a reorganização societária relacionada. O redesenho societário concentrou na Camilatam, direta ou indiretamente, os ativos industriais e operacionais indispensáveis ao funcionamento da Villa Oliva, atendendo exigências legais do Paraguai sobre titularidade de imóveis. Com isso, a companhia confirma sua entrada no mercado de arroz paraguaio e expande a presença regional, dando continuidade aos comunicados de 9 de setembro e 18 de novembro de 2024 e ao plano de internacionalização. O movimento também dialoga com a estratégia de diversificar geograficamente receitas e capturar eficiências em cadeias de grãos — como já sinalizado nos resultados do 1T25, quando a gestão destacou a força das operações internacionais e tratou a entrada no Paraguai como catalisador.

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A conclusão no Paraguai acrescenta um pilar operacional relevante ao portfólio da Camil no Cone Sul, com potencial de sinergias logísticas e de originação, além de reduzir a dependência do ciclo doméstico de preços de arroz. Em termos de alocação de capital, a transação se encaixa em um ciclo de investimentos acelerado, que inclui nova planta de grãos no RS e projetos de eficiência energética, e exige disciplina para equilibrar crescimento e alavancagem em um ambiente de commodities volátil. Nesse contexto, a administração manteve a coerência ao sinalizar retorno ao acionista e previsibilidade de caixa, conforme a distribuição de proventos aprovada em setembro, que reforçou o balanço entre expansão, estrutura de capital e remuneração.

No campo de governança e comunicação com o mercado, o fato relevante reforça o compromisso de transparência ao detalhar a reorganização societária e seus objetivos regulatórios. Essa postura é particularmente relevante após um período de elevada volatilidade das ações observado em julho, quando a B3 questionou oscilações atípicas e a companhia afirmou não haver informações não divulgadas. Ao amarrar a narrativa estratégica com marcos regulatórios e cronograma de execução, a Camil reduz ruído e ancora expectativas para a integração dos ativos paraguaios, em linha com a necessidade de previsibilidade destacada no ofício e resposta às oscilações de julho.

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