Nesta segunda-feira, 29 de setembro de 2025, a EMAE concluiu a venda da totalidade das frações de ações preferenciais geradas pelo grupamento de ações. Foram alienadas 172.040 PNs em leilões na B3 por R$ 5.058.145,98 (R$ 29,40 por ação), com liquidação financeira nesta data e pagamento aos titulares até 6 de outubro. Os créditos ocorrerão via Banco Bradesco (banco escriturador) ou pela Central Depositária da B3, conforme a custódia; nos casos com cadastro pendente ou ações bloqueadas, o valor ficará à disposição por 10 anos mediante regularização. O comunicado decorre do Fato Relevante de 30/4 e avisos subsequentes, e é assinado por Gustavo Nasser Moreira, diretor Administrativo, Financeiro e de RI.
Este desdobramento operacional encerra a fase “mecânica” do grupamento, padronizando posições acionárias, reduzindo sobras fracionárias e simplificando processos de custódia e pagamento de proventos. No plano estratégico, a iniciativa reforça a arrumação societária e a disciplina de capital adotadas em 2025, em linha com a reconsideração do Artigo 2º do Estatuto Social para evitar reembolso a dissidentes e a manutenção das alterações deliberadas na AGOE de 30/4. Ao minimizar fricções administrativas e desembolsos de pequena monta, a companhia preserva foco para alocação de recursos em projetos e para manter métricas de liquidez e alavancagem compatíveis com seu ciclo de investimentos. Também melhora a experiência do investidor, ao reduzir lotes residuais que tendem a onerar transações e atendimento.
Em termos de materialidade, a venda de frações tem efeito financeiro marginal frente aos vetores recentes de caixa e de mitigação de risco. Ao reduzir ruídos operacionais, a EMAE sinaliza ênfase em previsibilidade e execução. Essa postura se reforça quando observamos a gestão de liquidez e a resolução de passivos, que ampliam flexibilidade para financiar projetos sem pressionar cronogramas nem custo de capital, além de apoiar negociações de garantias e covenants. Nesse contexto, um marco relevante foi a indenização de R$ 226,9 milhões recebida em 17/9 pelo encerramento definitivo de pendências do arrendamento da Baixada Santista, elevando o amortecedor de caixa e reduzindo incertezas de um passivo legado. Em conjunto, governança acionária mais “limpa” e caixa reforçado sustentam a continuidade da execução.
Sob a ótica do pipeline, essa arrumação societária e a folga de caixa contribuem para as etapas de implementação da PCH Edgard de Souza, já contratada em leilão e em evolução do estágio comercial para o de estruturação financeira e obras. A empresa avançou na arquitetura jurídica necessária ao project finance, com veículo dedicado que ring-fenceia riscos e receitas do ativo e facilita a captação de dívida lastreada no PPA de longo prazo. Esse avanço ficou claro com a constituição da SPE Edgard de Souza para viabilizar o project finance, elo que conecta a contratação de energia à execução do CAPEX. Assim, o fechamento das frações do grupamento se soma a decisões de governança e capital que pavimentam a próxima fase do ciclo de crescimento.







