A Desktop (DESK3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 35,3 milhões no segundo trimestre de 2025, queda de 34% ante os R$ 53,7 milhões do mesmo período do ano anterior. O recuo foi impactado principalmente pelo aumento das despesas financeiras, reflexo do maior patamar da taxa CDI no período.
A receita líquida da companhia atingiu R$ 297,4 milhões, crescimento de 6% na comparação anual, enquanto o EBITDA ajustado evoluiu 7% para R$ 154 milhões, sustentando margem elevada de 52%. A base de assinantes encerrou junho com 1,176 milhão de casas conectadas, expansão de 9% em 12 meses.
O resultado marca os quatro anos do IPO da Desktop, período no qual a empresa entregou crescimento de 252% em acessos, 305% em receita líquida e 377% em EBITDA ajustado. A companhia mantém posição de liderança no mercado paulista de internet via fibra óptica, atendendo 200 cidades com infraestrutura de 57 mil quilômetros de rede.
Em junho, a Desktop concluiu a oitava emissão de debêntures no valor de R$ 437,5 milhões, utilizando os recursos para quitar antecipadamente a quinta emissão. A operação reduziu o custo médio de dívida de CDI + 1,3% no primeiro trimestre para CDI + 0,8% no segundo trimestre, melhora de 50 pontos-base.
A empresa encerrou o trimestre com caixa total de R$ 661 milhões e dívida líquida de R$ 1,63 bilhão, representando 2,65 vezes o EBITDA anualizado. O foco seguirá na expansão orgânica e na nova oferta convergente Desktop Mais, que combina banda larga fixa com serviço móvel, além do segmento B2B como alavancas de crescimento futuro.







