Nesta quinta-feira, 25 de setembro de 2025, a Ambipar respondeu ao Ofício nº 278/2025-SLE da B3, após a reprodução de matéria da imprensa sobre o ajuizamento, em 24 de setembro, de Ação de Tutela Cautelar em Caráter Antecedente. A companhia informou que, às 8h52 de hoje, obteve decisão liminar favorável e que, em alinhamento com a B3 às 9h39, divulgou Fato Relevante às 9h48, antes da abertura do pregão, em conformidade com o art. 157, § 4º, da Lei 6.404/76 e a Resolução CVM 44/2022. A empresa enfatizou que o ofício foi recebido um minuto antes do comunicado e que a administração vem adotando medidas para assegurar comunicação imediata e adequada ao mercado, comprometendo-se a atualizar os investidores sobre desdobramentos.
Estratégia e contexto: o movimento não é isolado; consolida a lógica de gestão de passivos para preservar liquidez e evitar gatilhos de aceleração enquanto se negociam condições com credores diante de pressões financeiras ligadas a instrumentos de mercado. Na véspera, o grupo já havia obtido proteção judicial que suspendeu, de forma provisória, vencimentos e exigibilidade de obrigações, criando uma janela para negociação e mitigando riscos de cross-default, conforme a liminar em Tutela Cautelar que suspendeu vencimento antecipado e criou janela de negociação. Ao combinar proteção cautelar e mesa de negociação, a Ambipar sinaliza continuidade da agenda de liability management: simplificação do passivo, alongamento de prazos e padronização de garantias. Esse vetor já aparecia na 7ª emissão de debêntures voltada ao resgate de séries e simplificação do passivo, endereçando cronograma de vencimentos e reduzindo risco de refinanciamento, enquanto a empresa trabalha para compatibilizar custo financeiro e geração de caixa projetada.
O timing e o tom do disclosure também dialogam com o reforço recente de governança. Ao centralizar Finanças e Relações com Investidores em 22/9, a companhia encurtou o ciclo entre decisão, compliance e comunicação — crítico em situações sensíveis que envolvem derivativos, covenants e medidas judiciais — e reforçou a coerência entre Conselho, jurídico e RI, reduzindo ruídos entre guidance e passivo financeiro. Essa centralização de Finanças e RI de 22 de setembro tende a acelerar alinhamentos com B3/CVM, aumentar a previsibilidade do fluxo de informações e sustentar a execução da estratégia de reequilíbrio do balanço. Para investidores, os próximos marcos incluem termos de standstill, reprofiling da dívida e a convergência entre custo de capital e geração de caixa, que determinarão a velocidade da normalização financeira.







