Porto Seguro (PSSA3) divulgou o Reporte Setorial Mensal - SUSEP de julho de 2025, mostrando prêmios diretos de Auto de R$ 1,38 bi (+2,9% a/a) e sinistralidade de 57,9%. No acumulado de 7M25, o Auto somou R$ 9,32 bi em prêmios diretos (+4,5% a/a) e R$ 9,22 bi em prêmios ganhos (-0,4% a/a). Em julho, os prêmios ganhos foram de R$ 1,36 bi e o comissionamento alcançou 21,9% (21,1% em jul/24). Nos demais ramos, Patrimonial + Transportes registrou R$ 0,29 bi (+7,2% a/a) e sinistralidade de 26,9%; Vida, R$ 0,17 bi (+11,7% a/a) e sinistralidade de 50,4%. O market share no Auto ficou em 27,0% no 7M25, já considerando a fusão entre HDI, Liberty e Sompo. À luz dessa fotografia, o desempenho de julho dá sequência à normalização técnica sinalizada no reporte de junho, ainda que com oscilações pontuais entre linhas e leve ajuste competitivo refletido no comissionamento.

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Em termos de trajetória, a leitura de julho está coerente com o desenho do 2º tri: a queda de frequência e severidade no Auto, combinada a margens saudáveis em ramos não-auto, sustentou a rentabilidade e um índice combinado mais controlado. Esse pano de fundo ajuda a contextualizar o desempenho robusto do 2T25, com sinistralidade do Auto em 58,5% e combinado de 89,1%, que ancorou o lucro forte e a eficiência do ecossistema. Vale notar que os números do reporte seguem o padrão SUSEP GAAP e podem divergir do IFRS; detalhes e eventuais não recorrentes são tradicionalmente explicados no release trimestral, o que reduz ruídos e permite ler a série mensal como termômetro tático da execução (preço, subscrição e gestão de canais) ao longo do semestre.

Para frente, dois vetores merecem atenção: convergência de indicadores às metas anuais e ritmo de crescimento de prêmios ganhos. A sinistralidade de 57,9% em julho ainda está acima da faixa de 51% a 55% prevista para o núcleo de seguros, exigindo continuidade do alívio observado mês a mês; já o Auto reporta -0,4% a/a em prêmios ganhos no 7M25, sugerindo necessidade de aceleração para alcançar a banda de +2% a +5% no agregado. Essa leitura dialoga com o guidance de 2025 revisado em 13 de agosto, que preservou as metas do core de seguros e reforçou disciplina de margem. Com market share de 27,0% num ambiente mais consolidado e comissionamento relativamente estável, o caminho de execução segue baseado em precificação seletiva, qualidade de risco e equilíbrio do mix entre Auto, Patrimoniais e Vida, enquanto o detalhamento IFRS virá apenas no próximo release trimestral.

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