A Porto Seguro (PSSA3) entregou um 2T25 robusto: lucro líquido de R$ 878,1 milhões (+50,4% a/a), receita de R$ 10,0 bilhões (+11,9%) e ROAE de 24,6%. Todas as verticais ficaram acima de 21% de rentabilidade: Seguro (R$ 434,4 mi), Saúde (R$ 105,5 mi), Bank (R$ 204,1 mi) e Serviço (R$ 45,1 mi). O resultado financeiro somou R$ 376,0 milhões e a eficiência operacional consolidada foi de 10,9%, sustentando a narrativa de disciplina e alavancagem operacional do Ecossistema Porto.
Este desempenho dialoga diretamente com o guidance de 2025 revisado em 13 de agosto, que reforçou a normalização da sinistralidade em Saúde e a aceleração de receitas no Porto Bank. No trimestre, o Seguro Saúde mostrou sinistralidade de 78,4% (Saúde + Odonto: 77,3%) e índice combinado de 92,6%, próximos ao teto sinalizado para o ano e coerentes com a trajetória de ganho de eficiência. No Bank, a receita avançou 30%, ritmo acima do intervalo anual proposto, suportado por NIM ajustado em 4,7% (+2 p.p.) e pelo ajuste de reconhecimento de juros (accrual em 90 dias). No consolidado, a carteira rendeu 86,4% do CDI com destaque para títulos indexados à inflação e impacto positivo de renda variável, enquanto a eficiência de 10,9% corrobora o foco em custos.
Na Vertical Porto Seguro, a combinação de prêmios de Auto em R$ 3,9 bilhões, frota de 6,2 milhões e sinistralidade de 58,5% (-0,5 p.p. a/a) sustenta um índice combinado de 89,1%. Esse alívio na frequência e severidade de perdas em Auto é peça central para a rentabilidade do core de seguros e ajuda a explicar a menor demanda por assistências que pressionou marginalmente Porto Serviço. Nos demais ramos, Patrimoniais (sinistralidade de 25,2%) e Vida (32,2%) preservam margens saudáveis, reforçando o equilíbrio técnico da carteira — movimento consistente com a queda da sinistralidade do auto em maio e com a manutenção de custos de distribuição sob controle observada ao longo do 2º tri. O efeito combinado desse mix técnico mais saudável com o ganho de eficiência reforça a qualidade do resultado.
Estruturalmente, a contribuição mais equilibrada entre verticais — com Saúde ganhando escala (vidas +24% a/a), Bank acelerando em Cartões, Financiamento, Consórcio e Capitalização, e Seguros estabilizando margens — consolida a tese de diversificação e de crescimento rentável da Porto. Essa trajetória dá continuidade ao impulso operacional observado desde os resultados recordes do 1T25, quando a companhia já mostrava melhora de sinistralidade em Auto e robustez em Patrimoniais e Vida. No 2T25, o ecossistema traduz esse desenho estratégico em ROAE elevado, maior resiliência de lucro e um perfil de risco mais balanceado, com a gestão reiterando foco em experiência e cuidado aos 18 milhões de clientes.







