A Porto Seguro (PSSA3) reportou à SUSEP que, em junho de 2025, o Auto consolidado somou R$ 1,27 bilhão em prêmios diretos (+4,7% a/a) e sinistralidade de 57,7% (+2,3 p.p. a/a). No 6M25, os prêmios diretos de Auto atingiram R$ 7,94 bilhões (+4,7% vs. 6M24), com prêmios ganhos de R$ 7,86 bilhões (-0,7% a/a). O comissionamento ficou em 22,1% no mês e no semestre (+0,8 p.p. e +0,9 p.p., respectivamente). Em Patrimonial + Transportes, os prêmios foram de R$ 0,27 bilhão no mês (+3,9% a/a) com sinistralidade de 19,5%; em Vida, R$ 0,16 bilhão (+16,8% a/a) e sinistralidade de 32,8%. Os dados seguem o padrão SUSEP GAAP e podem divergir do IFRS, com detalhes de eventuais não recorrentes apenas no próximo release trimestral.
O recuo sequencial da sinistralidade de Auto frente a maio indica continuidade da normalização técnica, mesmo com a base anual ainda pressionada. Este movimento consolida a recuperação iniciada no 2º trimestre: em maio, a companhia já havia sinalizado melhora do indicador, reforçando o foco em preço, subscrição e frequência. Essa trajetória foi destacada pela queda da sinistralidade do auto em maio, que marcou a inflexão após o pico observado no início do ano.
Outro ponto-chave é a dinâmica competitiva: o mercado ex-Porto cresceu 6,7% em prêmios de Auto em junho (vs. +4,7% da Porto), enquanto o total do setor avançou 6,2% no mês. Ainda assim, o market share de 27,5% no 6M25 se mantém praticamente estável ante os 27,6% observados nos cinco primeiros meses, mesmo após a consolidação de players (HDI, Liberty e Sompo). O leve aumento do comissionamento sugere maior disputa por canais, mas sem comprometer a leitura de tendência, já que Patrimoniais e Vida seguem com sinistralidade controlada e ajudam a equilibrar margens. No pano de fundo, pesa o que a companhia já entregou no trimestre anterior: o desempenho robusto do 2T25, com sinistralidade do Auto em 58,5% e combinado de 89,1%, suporte ao lucro forte e eficiência operacional do ecossistema.
À luz das projeções, junho funciona como ponte entre a normalização vista no 2T e o que a gestão pretende para o 2º semestre. No core de seguros, a meta anual de sinistralidade (51% a 55%) requer continuidade do alívio observado mês a mês para convergir à faixa, enquanto Patrimoniais e Vida, com margens saudáveis, seguem como amortecedores naturais. No macro da Porto, Saúde e Bank têm trajetórias próprias e calibradas, e a disciplina de custos permanece como alicerce. Esse quadro foi reiterado no guidance de 2025 revisado em 13 de agosto, que preservou as metas do núcleo de seguros e reforçou a estratégia de ganho de eficiência com crescimento rentável.







