Na sexta-feira, 19 de setembro de 2025, a Priner (PRNR3) celebrou contrato de compra e venda para adquirir 60% da SEMEP Logística e Construção, por 3,5x EV/EBITDA, com pagamento em três parcelas (60% à vista, 20% em 12 meses e 20% em 24 meses, corrigidas pelo CDI). A SEMEP, fundada em 1990, atua em intralogística, movimentação de solo e implantação/operação de minas e, nos 12 meses até junho/25, registrou R$ 364,8 mi de receita líquida e R$ 128,4 mi de EBITDA ajustado. A operação inaugura a unidade de Operações Minerárias da Priner, a ser liderada pelo atual CEO da SEMEP, e está sujeita ao CADE e à deliberação da Assembleia (art. 256), sem direito de recesso. Este movimento consolida o term sheet não vinculante para a aquisição de 60% e criação da 5ª vertical de mineração, convertendo a diretriz estratégica em execução concreta; os números divulgados para a SEMEP são compatíveis com as margens robustas sinalizadas à época, reforçando a coerência do plano.
Estratégicamente, a aquisição adiciona uma vertical de alto valor agregado, com potencial de sinergias e cross-selling sobre a base industrial e os contratos com grandes mineradoras já atendidos pela companhia, ao mesmo tempo em que preserva o know-how do fundador à frente da operação. O múltiplo de 3,5x EV/EBITDA sugere disciplina alocativa frente ao perfil de caixa da investida, enquanto a estrutura de pagamento em parcelas suaviza a necessidade de desembolso imediato. No eixo de funding, a Priner preparou o terreno para este M&A ao fortalecer o caixa e calibrar a estrutura de capital; a etapa final desse preparo foi a homologação do aumento de capital de R$ 150 milhões, que conectou a captação ao pipeline de aquisições e à criação da nova vertical.
Em termos de governança e timing, a assinatura ocorreu após aprovação do Conselho em 18/09/2025 e avança agora para aprovações regulatórias usuais. Diferentemente do trimestre anterior, quando a expansão acelerada conviveu com pressão de despesas financeiras e maior alavancagem, a companhia combina agora capital reforçado com um ativo de margem elevada, favorecendo a geração de caixa e a diluição de custos fixos. Esse encadeamento dialoga diretamente com o resultado do 2T25, quando a receita avançou 76% e a alavancagem atingiu 2,43x EBITDA, confirmando a tese de financiar o crescimento inorgânico com foco em retornos atrativos e reforço de estrutura para sustentar a próxima fase de expansão.







