Na segunda-feira, 1º de setembro de 2025, a Priner homologou seu aumento de capital privado no montante de R$ 150 milhões, por meio da emissão de 10.000.000 de novas ações a R$ 15,00. A companhia informou também que o leilão especial de sobras realizado na B3 em 29/08 vendeu 786.299 ações não subscritas a R$ 15,05, totalizando R$ 11.833.799,95. Com isso, o capital social passou de R$ 339.562.363,48 (46.720.757 ações) para R$ 489.562.363,48 (56.720.757 ações). O ágio de R$ 39.314,95 — equivalente a R$ 0,05 por ação — será destinado à reserva de capital, e as novas ações serão creditadas no dia útil seguinte. Este marco representa a conclusão do cronograma iniciado com o direito de preferência e conduzido até o rateio e leilão das sobras comunicados em 28/08, encerrando a captação conforme os ritos societários.

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Estratégicamente, a homologação consolida a captação desenhada para reforçar o caixa e financiar aquisições, em linha com a diretriz aprovada no início do ano. Diferentemente das etapas anteriores — quando a prioridade era o exercício do direito de preferência pelos acionistas —, a oferta das sobras via leilão e a homologação completam a alocação integral do capital ao patrimônio da companhia, sinalizando disciplina de execução. A destinação dos recursos diretamente ao capital social, somada à reserva formada pelo ágio do leilão, fortalece a estrutura de capital para sustentar o pipeline de crescimento e eventuais otimizações de passivo.

Do ponto de vista financeiro, este passo endereça a combinação de forte crescimento com pressão de despesas financeiras observada recentemente. No 2T25, a Priner reportou receita líquida de R$ 361,9 milhões (+76,3% a/a), EBITDA de R$ 40,0 milhões e lucro líquido de R$ 0,5 milhão, com despesas financeiras de R$ 20,8 milhões e alavancagem de 2,43x EBITDA, quando também anunciou a necessidade de fortalecer a estrutura de capital. Assim, a homologação materializa o movimento antecipado no resultado do 2T25 e anúncio do aumento de capital para fortalecer a estrutura de capital, equilibrando crescimento e risco.

Em paralelo, a conclusão da captação também viabiliza a continuidade do plano de crescimento inorgânico. A companhia já assinou um term sheet para adquirir 60% de uma empresa com receita anual de R$ 400 milhões e margem EBITDA robusta, criando sua quinta vertical focada em mineração — um vetor de expansão com alto potencial de sinergias e cross-selling. O movimento dá continuidade direta à celebração de term sheet para criar a 5ª vertical de mineração, conectando o capital agora homologado à execução de M&As e ao reposicionamento competitivo em segmentos de maior valor agregado.

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