Nesta terça-feira, 16 de setembro de 2025, a Itaúsa concluiu a distribuição da 8ª emissão de debêntures simples, quirografárias, em série única, total de R$ 1 bilhão. As 1.000.000 de debêntures, com valor nominal de R$ 1.000 e data de emissão em 12/09/2025, foram integralmente subscritas por 45 fundos de investimento, em oferta destinada exclusivamente a investidores profissionais, registrada de forma automática pela CVM sob a Resolução 160, com dispensa de prospecto/lâmina e restrições à revenda. A operação teve BTG Pactual como coordenador líder, UBS BB como coordenador, Itaú Corretora como escrituradora e Pentágono S.A. DTVM como agente fiduciário.

Continua após o anúncio

O encerramento reforça a execução sem sobressaltos do cronograma e consolida o rito previsto, em linha com o anúncio de início da 8ª emissão em 11/09, com cronograma e rito automático. Naquela etapa, a companhia já havia indicado bookbuilding, alocação discricionária, oferta restrita a profissionais e dispensa de prospecto conforme a Resolução 160. O fechamento com 45 fundos confirma a demanda institucional qualificada, a aderência regulatória e a calibragem do risco de crédito da emissora, preservando a estrutura de capital (sem diluição) e replicando o desenho operacional com os mesmos coordenadores e agente fiduciário.

Estrategicamente, a conclusão da distribuição entrega o objetivo central: reduzir custo e alongar duration, em continuidade à gestão ativa de passivos, conforme a aprovação da 8ª emissão para resgatar antecipadamente a 6ª emissão e alongar o prazo para 10 anos, a CDI+0,6% a.a. Ao substituir passivos a CDI+1,37% com amortizações concentradas entre 2029-2031 por uma escada entre 2032-2035, a holding suaviza o cronograma, reduz o risco de refinanciamento e dá previsibilidade ao resultado financeiro. Esse movimento mantém a coerência da desalavancagem iniciada no fim de 2022 e reforça a capacidade de manter proventos sem pressionar a estrutura de capital, apoiada por um pipeline de resgates e captações mais eficientes.

Do ponto de vista de métricas, a emissão tende a acelerar a convergência já visível nos indicadores do 1S25 (dívida bruta de R$ 3,6 bi, líquida de R$ 587 mi, custo médio de CDI+1,37% a.a. e quatro anos sem amortização), ao estreitar o spread de crédito e ampliar prazos. Em síntese, o encerramento desta oferta é mais um capítulo da gestão ativa de passivos da Itaúsa: dívida mais longa e barata, menor risco de refinanciamento e mais folga para alocação disciplinada de capital e remuneração ao acionista.

Publicidade
Tags:
ItaúsaITSA3ITSA4