Alpargatas aprovou em AGE, em 10 de setembro de 2025, a redução de capital de R$ 850 milhões, sem cancelamento de ações, com restituição de R$ 1,2540188038526 por ação (ON e PN). Com a efetivação, o capital social passará de R$ 3.938.257.381,33 para R$ 3.088.257.381,33, sem alteração de participações. Segundo a administração, a medida reflete maior confiança na geração de caixa e na disciplina de alocação de capital. Este movimento consolida a estratégia iniciada com a redução de capital de R$ 850 milhões aprovada pelo Conselho em 7 de agosto de 2025, quando foi apresentado o racional de otimização do balanço e de devolução de recursos aos acionistas.

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A ata da AGE será publicada em 12/9/2025, iniciando o prazo legal de 60 dias para oposição de credores, que se encerra em 11/11/2025. Terão direito à restituição os acionistas na data-base do quinto dia útil após o término do prazo (18/11/2025), e as ações serão negociadas ex-direitos a partir de 19/11/2025. O pagamento será em moeda nacional até 10/12/2025, com valor por ação sujeito a ajuste em função de ações em tesouraria; investidores não residentes podem estar sujeitos a IRRF sobre eventual ganho de capital. Diferentemente das etapas anteriores, quando havia incerteza regulatória e contratual, o processo agora avança com previsibilidade após a anuência dos debenturistas obtida em 5 de setembro de 2025, que removeu gatilhos de inadimplência e viabilizou a AGE, preservando covenants e o rito da Lei das S.As.

Estratégicamente, a devolução de capital decorre da leitura de excesso de caixa diante da virada operacional, da desalavancagem e da menor necessidade de investimento após a mudança do modelo na América do Norte. Este resultado consolida a virada observada nos últimos trimestres, com melhora de margens, reforço de caixa e foco em eficiência, num ciclo de recuperação que elevou a rentabilidade internacional e abriu espaço para equilibrar crescimento e retorno ao acionista. Esses vetores foram evidenciados nos resultados do 2T25, com lucro de R$ 87 milhões e margem EBITDA ajustada de 17,5%, que sustentaram a proposta de devolução de capital. Assim, a aprovação em AGE não é um ponto fora da curva, mas a conclusão de uma fase iniciada no Conselho, confirmada pelos credores e ancorada em fundamentos operacionais.

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