Na quinta-feira, 6 de agosto de 2026, a Grendene (GRND3) divulgou que registrou lucro líquido ajustado de R$ 95,3 mi no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 48,6% em relação ao 2T25. No mesmo período, a receita líquida somou R$ 552,8 mi, recuo de 0,4% na comparação anual, em um ambiente descrito pela companhia como de consumo mais seletivo no mercado interno e cenário global cauteloso.
No 2T26, o volume total vendido foi de 26,8 milhões de pares, baixa de 0,9% frente ao ano anterior, enquanto a receita líquida por par cresceu 0,5%, para R$ 20,64. O lucro bruto atingiu R$ 234,5 mi, alta de 0,6%, com margem bruta de 42,4%, 0,4 ponto percentual acima do 2T25. O EBIT (lucro antes de juros e impostos) ajustado foi de R$ 15,8 mi, queda de 48,2%, com margem de 3,3%, e o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 40,7 mi, recuo de 27,4%, com margem de 8,4%.
No semestre, a Grendene apurou receita líquida de R$ 1,09 bi, queda de 2,9% em relação ao primeiro semestre de 2025, e lucro líquido ajustado de R$ 217,4 mi, retração de 37%. A margem líquida ajustada no período passou de 33,4% para 22,1%. O custo dos produtos vendidos manteve-se praticamente estável em R$ 622,2 mi no acumulado do ano, mas passou a representar 57,3% da receita líquida, ante 55,6% um ano antes.
A companhia também informou proposta de segunda distribuição antecipada de dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP) referentes ao lucro entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026, no total de R$ 58,6 mi, sendo R$ 28,6 mi em dividendos e R$ 30,0 mi em JCP. O pagamento está previsto a partir de 9 de setembro de 2026, para acionistas com posição em 21 de agosto de 2026, e as ações serão negociadas ex-dividendos e ex-JCP a partir de 24 de agosto.
Ao fim de junho de 2026, a Grendene reportou caixa líquido de R$ 1,5 bi, ante R$ 2,2 bi em 30 de junho de 2025, redução atribuída principalmente às distribuições de dividendos e JCP, parcialmente compensadas pela geração de R$ 336,4 mi de caixa nas atividades operacionais no primeiro semestre de 2026. Os investimentos em imobilizado e intangível somaram R$ 31,2 mi no 2T26 e R$ 48,5 mi no semestre.








