Em 5 de setembro de 2025, a EMAE (EMAE3, EMAE4) informou ter celebrado, em 4/9, contrato com o Banco BTG Pactual S.A. para adquirir Debêntures Conversíveis, bônus de subscrição e Units de emissão da Light S.A., incluindo os respectivos direitos creditórios, pelo total de R$ 250.389.625,20. O pagamento ocorrerá após o cumprimento das condições precedentes previstas e a eficácia do contrato está condicionada à anuência prévia da ANEEL. As Units foram emitidas nos termos da Indenture de 19 de dezembro de 2024. A companhia se comprometeu a manter o mercado informado sobre os desdobramentos.
Estrategicamente, o movimento sinaliza gestão ativa de capital: a combinação de debêntures conversíveis, bônus e units oferece perfil de retorno que mescla crédito com opcionalidade de participação acionária. O movimento dá continuidade à disciplina de capital que a companhia explicitou na constituição da SPE Edgard de Souza para viabilizar a PCH e o project finance. Ao condicionar a eficácia à anuência da ANEEL, a EMAE reforça governança e adequação regulatória; e, ao comprar títulos de uma companhia do mesmo ecossistema elétrico, adiciona um vetor financeiro que pode diversificar retornos, enquanto os desembolsos de CAPEX da PCH são escalonados conforme licenças, fechamento financeiro e cronograma de obras.
Na linha do encadeamento recente, a segurança de receita de longo prazo já havia sido endereçada com a vitória no Leilão A‑5, com 13,4 MW médios a R$ 402,95/MWh e contrato de 20 anos a partir de 2030. Diferentemente daquele passo, focado na expansão orgânica, a aquisição dos valores mobiliários da Light posiciona a tesouraria para capturar retorno ajustado ao risco setorial mantendo flexibilidade: a liquidação depende de condições precedentes e da anuência regulatória, e a estrutura dos papéis oferece diferentes caminhos de monetização ao longo do tempo. Assim, este movimento consolida uma estratégia que combina crescimento via novos ativos com alocação financeira oportunística e disciplinada.







