A Ultrapar (UGPA3) contratou a Itaú Corretora como formador de mercado de suas ações ordinárias na B3, com início em 2 de setembro de 2025 e prazo indeterminado. A companhia informou que o objetivo é fomentar a liquidez do papel, em conformidade com a Resolução CVM 133/2022 e os regulamentos da B3. Não há acordos de voto ou de compra e venda com o formador, e a Ultrapar possui hoje 1.067.779.023 ações em circulação. Em termos práticos, a atuação tende a reduzir spreads, aumentar a profundidade do book e dar maior previsibilidade às negociações diárias.

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O movimento dá continuidade à agenda de fortalecimento de governança e infraestrutura de mercado da companhia, que recentemente padronizou seus processos de backoffice ao migrar a escrituração para o mesmo grupo financeiro. Essa transição foi detalhada na mudança do banco escriturador para o Itaú a partir de 1º de agosto de 2025, quando a empresa assegurou a manutenção de direitos e a normalidade das negociações. Ao somar a escrituração à atuação de formador, a Ultrapar integra atendimento ao investidor, execução operacional e suporte à liquidez sob uma mesma plataforma, o que tende a agilizar comunicações, rotinas de eventos societários e a fluidez de ordens no pregão, reforçando sua presença no mercado de capitais.

Além disso, a decisão dialoga com a disciplina de alocação de capital voltada a elevar o retorno por ação. Após reduzir o free float relativo por meio do programa de recompra concluído com 25 milhões de ações, a presença de um formador contribui para sustentar a liquidez com uma base acionária potencialmente mais concentrada, mitigando impactos de menor dispersão de papéis sobre spreads e volume. Em dias de maior volatilidade — como datas de resultados, pagamentos de proventos ou anúncios de investimentos — o market maker tende a suavizar desbalanceamentos momentâneos de oferta e demanda, beneficiando a formação de preço e a atratividade do papel para diferentes perfis de investidores. No pilar de remuneração, a estratégia de liquidez convive com retornos em caixa, como evidenciado pela distribuição de R$ 326 milhões em dividendos anunciada em agosto de 2025, sinalizando consistência entre liquidez, governança operacional e compromisso com o investidor de longo prazo.

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