A Cury (CURY3) registrou lucro líquido recorde de R$ 236,7 milhões no segundo trimestre de 2025, crescimento expressivo de 37,5% em relação ao mesmo período de 2024. A receita líquida também atingiu patamar recorde de R$ 1,35 bilhão, alta de 34,9% na comparação anual, impulsionada pelo forte volume de repasses e vendas.
O destaque do trimestre foi o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 70,1%, aumento de 8,1 pontos percentuais frente aos 62% do 2T24, evidenciando a eficiência excepcional na conversão de capital próprio em resultado. Importante notar que este desempenho supera até mesmo as projeções robustas de ROE de 68% estabelecidas pela própria empresa para 2025, confirmando a capacidade de execução acima das expectativas. A margem líquida atingiu 19,8%, alta de 2,2 p.p., enquanto a margem bruta ajustada ficou em 39,8%.
No desempenho operacional, a construtora lançou R$ 2,2 bilhões em VGV (+28,3% vs 2T24) e registrou vendas líquidas de R$ 2,3 bilhões (+29,3%). Os repasses totalizaram R$ 2,1 bilhões, crescimento robusto de 49,4%, demonstrando a aceleração na conversão do backlog em receita. Estes números financeiros consolidam o desempenho operacional recorde já antecipado pela empresa em julho, quando havia divulgado as vendas líquidas recordes de R$ 2,26 bilhões para o trimestre. O landbank expandiu 20,1% para R$ 21,1 bilhões em VGV potencial.
A empresa manteve geração de caixa positiva pelo 25º trimestre consecutivo, com R$ 103,3 milhões no período. Esta consistência na geração de caixa sustenta a mudança estratégica na política de capital observada nos últimos meses, quando a companhia passou de vendedora de ações próprias em maio para compradora através do programa de recompra aprovado em agosto, demonstrando que a administração enxerga suas ações como investimento atrativo no contexto dos resultados excepcionais. Importante destacar que 92,8% das vendas realizadas possuíam preço unitário até R$ 500 mil, beneficiando-se da nova Faixa 4 do programa Minha Casa Minha Vida. A Cury foi confirmada para ingresso na carteira teórica do Ibovespa a partir de setembro, marco relevante que reflete o reconhecimento de sua relevância no mercado.







