Nesta sexta-feira, 29 de agosto de 2025, a Terra Santa Propriedades Agrícolas (LAND3) informou que, no processo de regularização da documentação de parte de suas terras, identificou que 4.066,92 hectares registrados em matrículas não correspondem a áreas existentes de fato. A companhia avalia os impactos contábeis e indica que provavelmente realizará a baixa dessas áreas no imobilizado. Segundo o fato relevante, não há impacto na receita, pois as áreas não estão em contratos de arrendamento, nem na avaliação anual das terras, já que não integram o laudo de valor de mercado. A empresa manterá o mercado informado.

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Este saneamento cadastral dá continuidade à depuração do balanço e ao reforço de controles vistos recentemente. Ao indicar uma provável baixa sem efeito em caixa, a companhia sinaliza foco na qualidade do ativo e na fidedignidade patrimonial, linha coerente com a virada operacional reportada no 2T25, com desalavancagem e provisão de ICMS. Naquele trimestre, a renegociação dos contratos elevou o patamar de arrendamento para 20,5 sc/ha nas próximas safras e a estratégia de fixação de preços/hedges aumentou a previsibilidade de caixa, criando espaço para enfrentar ajustes contábeis não recorrentes sem alterar a tese operacional. A mensagem de hoje reforça que eventuais impactos se concentram no imobilizado, não no motor de geração de receita.

Do ponto de vista de governança, o movimento conversa com a agenda de fortalecimento institucional da companhia. A recomposição do Conselho tende a intensificar o escrutínio sobre regularização fundiária, controles e transparência, como evidenciado pela renovação completa do Conselho anunciada em 8 de agosto de 2025. Para investidores, os próximos marcos serão a quantificação da baixa no imobilizado, a clareza sobre critérios de mensuração e a preservação dos indicadores de alavancagem, tema que ganhou tração com a recente desalavancagem. A direção é clara: depurar o balanço sem comprometer a geração de caixa e a previsibilidade dos contratos de arrendamento.

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