Em 27 de agosto de 2025, a SLC Agrícola (SLCE3) protocolou na CVM o pedido de registro de oferta pública de CRA (196ª emissão, série única, da Opea Securitizadora), no montante inicial de R$ 900 milhões, com possibilidade de acréscimo de 25%. O papel, lastreado em CPR-Financeira, vence em 22/09/2033, paga juros semestrais e amortiza o principal em duas parcelas anuais, oferecendo rendimento de até CDI+0,40% a.a., isento de IR. Segundo a companhia, o objetivo é alongar o perfil da dívida a um custo competitivo.

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Este movimento dá continuidade à estratégia de gestão de passivos e pré-funding do ciclo 2025/26, dialogando com a alavancagem de 2,33x e a duration de 980 dias reportadas no 2T25, quando o caixa foi pressionado por aquisições e pagamento de insumos. Ao acessar o mercado isento via CRA atrelado ao CDI, a SLC tende a reduzir o custo efetivo pós-imposto, estender vencimentos até 2033 e suavizar a necessidade de capital de giro do plantio à colheita, num momento em que a empresa acelera a execução de projetos estruturantes e consolida seu posicionamento nas principais culturas. Em paralelo, a operação financeira reforça a liquidez para sustentar a expansão de 14% da área para 830 mil hectares em 2025/26 e os investimentos de R$ 1,034 bilhão no 1T25, preservando disciplina de capital enquanto captura escala produtiva.

No front operacional, a estrutura de funding casada ao CDI e lastreada em CPR-Financeira se conecta ao giro do agronegócio e às receitas futuras das safras, especialmente relevante em um modelo que privilegia flexibilidade e eficiência. Essa lógica se alinha à migração ao modelo asset light (59% da área via JVs/arrendamentos) e à incorporação da Sierentz Agro (~100 mil ha), com pipeline de irrigação e contratação antecipada de insumos, pilares que reduzem volatilidade de margens, elevam previsibilidade e dão tração à expansão com menor consumo de capital próprio. Em síntese, o CRA amplia a autonomia financeira para executar o plano de crescimento com menor risco de refinanciamento, confirmando a coerência entre estratégia operacional e arquitetura de capital.

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