A Mills concluiu nesta terça-feira, 19 de agosto de 2025, o bookbuilding de sua 11ª emissão de debêntures simples, não conversíveis, totalizando R$ 500 milhões (500 mil títulos a R$ 1.000 cada). A alocação concentrou-se integralmente na Primeira Série, com cancelamento da Segunda Série via Sistema de Vasos Comunicantes. A remuneração ficou em 100% do DI + 0,90% a.a. (base 252), com rating S&P brAA-, sob rito de registro automático da Resolução CVM 160 e colocação destinada exclusivamente a investidores profissionais, coordenada por BTG Pactual (líder), Santander e Safra. Na prática, o desfecho materializa a estrutura originalmente definida “em até duas séries” e traduz, pela demanda, a preferência por uma única série, em linha com a 11ª emissão aprovada com até duas séries, spreads máximos e uso para reforço de caixa, capital de giro e reperfilamento. Como destacado no comunicado, a oferta foi dispensada de prospecto e lâmina e os documentos não foram revisados pela CVM/ANBIMA, mantendo as ressalvas regulatórias usuais.

Continua após o anúncio

Estratégicamente, a captação reforça o pilar de liquidez e o liability management que sustentam o ciclo de expansão da companhia, especialmente no negócio de Pesados, criando folga para integração, sinergias e renovação de frota sem pressionar a alavancagem. O movimento dá continuidade à agenda inorgânica e apoia a captura de contratos de longo prazo — fator que reduz volatilidade de ciclo e aumenta previsibilidade de margens e caixa. Esse desenho financeiro conversa diretamente com a conclusão da aquisição da Next Rental e sua incorporação à Mills Pesados, ampliando a base instalada, diversificando segmentos e fortalecendo a capacidade de cross-sell. Ao ancorar a emissão em investidores profissionais e contar com rating de grau elevado, a companhia fortalece sua capacidade de financiar a integração, acelerar o ramp-up de utilização dos ativos e diluir custos fixos, enquanto mitiga riscos de refinanciamento num período de expansão.

Do ponto de vista de estrutura de capital, a taxa de DI + 0,90% a.a. tende a reduzir o custo médio da dívida frente aos níveis recentes e a suavizar o perfil de amortizações, preservando liquidez e previsibilidade. Essa dinâmica se alinha à trajetória observada no 2T25, quando a Mills reportou alavancagem em 1,4x, alongamento de passivos e custo médio de CDI + 1,40% com prazo de 3,6 anos. Em conjunto, os passos consolidam a ponte entre crescimento e solidez: a emissão adiciona fôlego financeiro para sustentar o pipeline de investimentos e integrações, ao mesmo tempo em que preserva a disciplina de capital e a capacidade de manter uma política consistente de retorno ao acionista.

Publicidade
Tags:
MillsMILS3