A apresentação institucional do 2T25 da RaiaDrogasil reúne os pilares da sua liderança desde a fusão de 2011: receita bruta LTM de R$44,1 bi (+13% a/a), EBITDA ajustado de R$3,0 bi (6,8% da receita), 3.371 farmácias e market share de 16,4% no trimestre. No digital, as vendas atingiram R$2,6 bi no 2T25 (+52% vs. 2T24), representando 24,1% do varejo; 79% via apps e 96% com entrega/retirada em até 60 minutos, sustentando NPS elevados (App 79; Delivery/Click & Retire 82). Esses números consolidam a consistência operacional e a captura de demanda omnicanal, em uma trajetória que vem sendo construída trimestre a trimestre e agora é sintetizada no material ao mercado, com foco em escalabilidade e eficiência. Os dados reiteram os resultados do 2T25 já divulgados, que evidenciaram ganho de participação e aceleração digital.

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Do ponto de vista de alocação de capital, a companhia preserva disciplina para sustentar a expansão orgânica (guidance de 330–350 novas farmácias em 2025, com TIR real acima de 20% líquida de canibalização) sem abrir mão de retorno ao acionista. A combinação de capilaridade (14 CDs e presença em 642 cidades), eficiência operacional e receita de retail media, somada ao avanço de marcas próprias (Needs já #3, com margem bruta superior) e à agenda ESG, reforça a resiliência de caixa. Nesse contexto, a recorrência de proventos conecta a narrativa de crescimento com uma política de remuneração previsível e compatível com o estágio de maturidade do negócio, como o JCP de R$ 131,8 milhões aprovado em julho, que ajuda a entender a confiança da administração na geração de caixa enquanto acelera investimentos.

No mercado, a leitura dessa combinação — liderança em escala, execução omnicanal com NPS elevados, além de novas avenidas como retail media e serviços de saúde (2,6 mil health hubs e 404 salas de vacina) — tende a antecipar nos preços a sustentabilidade do crescimento. Não por acaso, a volatilidade recente ganhou destaque, com um movimento atípico das ações em agosto que foi questionado pela B3. Embora a companhia não tenha apontado um gatilho específico, o reforço de fundamentos visto nesta apresentação — incluindo aceleração digital LTM para R$8,6 bi (21% do varejo) e a estratégia de expansão com retorno disciplinado — ajuda a explicar o interesse de capital qualificado e a reavaliação dos múltiplos no setor.

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