Os números do 2T25 marcam uma nova fase na Dasa: prejuízo de R$173 milhões, mas EBITDA de R$738 milhões (+10% a/a) e margem EBITDA de 29,9% (+13,0 p.p.), com receita bruta consolidada de R$2,692 bilhões já refletindo a desconsolidação da Ímpar após a formação da Rede Américas. A alavancagem recuou para 2,82x (LTM), com covenant em 2,57x, reforçando o foco em eficiência. Esse resultado se alinha à continuidade da agenda operacional sob a liderança de Rafael Lucchesi, conforme a conclusão do plano de sucessão na presidência em julho, que prioriza diagnósticos e ganhos de produtividade. No segmento de Diagnósticos, a receita cresceu 6% a/a apoiada por volume (+4%) e ticket (+2,1%), enquanto Hospitais e Oncologia Nordeste reduziram receita em 3% a/a, mas ampliaram margem bruta para 40,4%. No trimestre, as despesas comerciais, gerais e administrativas caíram para R$425 milhões.

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A formação da Rede Américas trouxe efeitos contábeis relevantes: outras receitas e despesas operacionais somaram R$365 milhões, com não recorrentes de R$323 milhões (ganho de R$2,4 bilhões na JV e perdas de R$2,0 bilhões por impairment no Nordeste), além de equivalência patrimonial negativa de R$67 milhões; na JV, a receita foi de R$3,239 bilhões, o EBITDA de R$318 milhões e o resultado líquido, prejuízo de R$140 milhões. A queda de despesas para R$425 milhões, com efeito de R$213 milhões da desconsolidação, sustentou a expansão das margens e a redução da alavancagem. Este redesenho do perímetro operacional conversa com a agenda de desalavancagem e de relacionamento com o mercado, ainda condicionada à extensão do prazo para enquadramento ao free float concedida pela B3. Ao reduzir a exposição hospitalar no balanço e priorizar diagnósticos (receita de R$2,138 bilhões), a Dasa busca estabilizar a geração de caixa, diluir risco financeiro, alongar a dívida (prazo médio de 3,3 anos, custo de CDI + 1,73% a.a.) e manter capex seletivo de R$54 milhões.

Num trimestre marcado por ajustes relevantes e pela transição para consolidação via equivalência patrimonial, a robustez de governança torna-se crítica. A companhia reforçou a supervisão com o reforço do Comitê de Auditoria com a entrada de Elidie Palma Bifano, movimento que eleva o escrutínio sobre temas tributários, auditoria e controles internos. Essa camada adicional de governança tende a aumentar a confiabilidade das demonstrações em meio a ganhos e impairments materiais, ao mesmo tempo em que prepara o terreno para a execução consistente do foco em diagnósticos e produtividade, apoiada por comunicação ativa com o mercado (webcast em 15/08 às 14h).

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