Em 14 de agosto de 2025, a Dimed (PNVL3) reportou um 2T25 forte: lucro líquido ajustado de R$ 28,0 milhões, receita bruta consolidada de R$ 1,41 bilhão (+15,5% a/a) e EBITDA ajustado de R$ 70,1 milhões (margem de 5,0%). A base comparativa do 2T24 foi impactada pelas enchentes no RS e pelo início do encerramento do Atacado. No Varejo, a receita bruta chegou a R$ 1,409 bilhão (+19,6%), com SSS de 14,4% e MSSS de 12,7%. O digital representou 24,4% da receita (+5,3 p.p.), com avanço de 51,3% via App e market share online de 27,8% no Sul. Marca própria cresceu 35,5% (7,2% das vendas; 18% em Higiene e Beleza). A companhia alcançou 12,5% de market share na Região Sul (21,3% RS; 7,0% SC; 6,7% PR), encerrou o trimestre com 649 lojas (14 aberturas no 2T e 58 nos últimos 12 meses), obteve lucro bruto consolidado de R$ 433,5 milhões (margem 30,7%) e EBITDA do Varejo de R$ 156,8 milhões (margem 11,1%). O fluxo de caixa livre ficou positivo em R$ 33,8 milhões, feito relevante em um trimestre sazonalmente consumidor de caixa, como destacou a administração.
Este resultado consolida a virada operacional orientada a crescimento rentável, digitalização e ganhos de participação iniciada desde 2024 e acelerada em 2025, com disciplina de capital e foco em caixa. O movimento dialoga com a política de retorno ao acionista e a robustez financeira demonstradas pelo JCP aprovado em 30 de junho de 2025, alicerçado pelo fluxo de caixa livre positivo do 1T25. Na frente operacional, a combinação de SSS de dois dígitos, avanço expressivo do App, penetração crescente de marca própria e serviços (especialmente vacinação) e a continuidade do fechamento do Atacado reforçam a tese de mix mais rentável e maior fidelização. Essa base ajuda a sustentar expansão orgânica com 14 inaugurações no trimestre e maior densidade de lojas no Sul, enquanto o 2T25 volta a provar a capacidade de geração de caixa mesmo em um período historicamente desafiador para capital de giro.
Ao mesmo tempo, a consistência de execução conecta-se ao interesse institucional observado com a entrada da SPX como investidora relevante (6,92% do capital) em junho de 2025, momento em que o mercado passou a precificar um ciclo de crescimento com maior previsibilidade operacional e ganhos competitivos no digital. À medida que a companhia sustenta vendas aceleradas, melhora margens no Varejo, expande marcas próprias e aumenta o market share regional, os fundamentos ancoram melhor a percepção de risco. O 2T25 confirma que a alavancas estratégicas — digitalização como pilar de fidelização, curadoria de sortimento com marca própria, serviços em loja e abertura seletiva de unidades — estão se traduzindo em resultados e geração de caixa, respaldando decisões recentes de alocação de capital e a narrativa de recuperação pós-eventos climáticos no RS.
Vale lembrar que, no curto prazo, a dinâmica de preços chegou a refletir ruído e maior liquidez, como nas oscilações atípicas de 18 de junho e no ofício da B3. Os números do 2T25 funcionam como ponto de ancoragem dessa volatilidade: dão continuidade ao ritmo de crescimento visto no início do ano, sugerem maior resiliência do ciclo de caixa e reforçam a estratégia de longo prazo, criando um elo claro entre execução operacional, confiança institucional e capacidade de remunerar o acionista. A call de resultados agendada para 15 de agosto deve detalhar o progresso das frentes digitais, o ramp-up de lojas e a trajetória de margem, ajudando a calibrar expectativas para o segundo semestre.







