Recife, quinta-feira, 14 de agosto de 2025 — A Ser Educacional (SEER3) divulgou resultado do 2T25 com lucro de R$ 81,3 milhões, alta de 66,4% sobre o 2T24. A receita líquida somou R$ 589,2 milhões (+10,7%) e o EBITDA ajustado alcançou R$ 163,2 milhões (+25,0%), com margem de 27,7%.

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O desempenho compara-se a lucro de R$ 48,9 milhões no 2T24, quando a margem líquida era de 9,2% (13,8% no 2T25). A geração operacional de caixa (pós-CAPEX) foi de R$ 34,4 milhões (+729,8%) e a alavancagem caiu de 1,93x para 1,24x EBITDA ajustado UDM. A dívida líquida recuou 14,4%, para R$ 647,1 milhões.

Operacionalmente, a graduação de ensino híbrido atingiu 186,8 mil alunos (+13,8%), com captação no 1S25 14,7% maior e quarto ano consecutivo de crescimento no semestre. Em medicina, as vagas anuais passaram a 1.001 (de 521) e a base de alunos chegou a 4,2 mil (+27,1%). Segundo a companhia, o EBITDA ajustado foi, "pelo segundo trimestre consecutivo, o maior resultado nominal desde o IPO".

A receita bruta avançou 15,3%, com destaque para mensalidades do ensino híbrido. O reconhecimento do PROUNI elevou a linha de descontos em 41,7% no comparativo. O ticket médio líquido total foi de R$ 533,97 (+3,7%), influenciado pelo maior peso do presencial; no híbrido ficou em R$ 835,85 (-2,0%) e no digital em R$ 194,77 (+2,9%).

Os custos dos serviços prestados caíram 0,9%, e a margem bruta subiu para 60,3% (margem bruta caixa de 68,5%). A PDD representou 9,9% da receita líquida. O prazo médio de recebimento ex-FIES ficou em 92 dias (93 dias no 2T24), enquanto o PMR FIES foi a 235 dias.

A companhia reportou ainda que o programa Ser Solidário contribuiu com EBITDA ajustado de R$ 2,4 milhões no 2T25 e disse que segue ampliando a presença física; para o 2º semestre de 2025, está iniciando operações em sua 6ª nova unidade, em Patos (PB).

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