A Equatorial Energia (EQTL3) entregou um 2T25 robusto: lucro líquido ajustado de R$ 614 milhões (+100,8% a/a), EBITDA ajustado de R$ 3,214 bilhões (+32,4%) e receita de R$ 12,795 bilhões (+22,0%). Este resultado consolida a virada operacional descrita na evolução operacional no 2T25, com disparada da geração renovável e redução de perdas, quando a companhia acelerou o portfólio solar e manteve perdas abaixo do nível regulatório, neste trimestre reforçando também a qualidade do serviço e a disciplina de execução que sustentaram a expansão de margens e a tração do lucro.
Na Distribuição, a Margem Bruta foi impulsionada por Equatorial Pará e Equatorial Goiás, somada a efeitos de tarifas, mercado e perdas menores. A captura de +R$ 233 milhões em tarifas dialoga com o ciclo regulatório, como o reajuste anual homologado pela Aneel na Equatorial Pará, sinalizando previsibilidade de receita e suporte à Margem Bruta. A redução do DEC em todas as distribuidoras e o enquadramento do FEC da CEEE-D reforçam a qualidade e sustentam a renovação das concessões do Maranhão e do Pará. Além disso, a companhia manteve perdas totais abaixo do nível regulatório pelo sétimo trimestre seguido, enquanto a energia faturada e compensada cresceu 4,0% e a geração líquida avançou 37%, com eólica +24%. O avanço ocorreu apesar do PMSO maior pela entrada dos parques solares e da passagem de R$ 444 milhões em PPAs ligados ao encerramento de processos jurídicos em Goiás.
A diversificação em saneamento também aparece no trimestre: a equivalência patrimonial da Sabesp somou R$ 312 milhões, compondo receitas recorrentes não elétricas. Esse pilar dá continuidade à estratégia de foco em negócios essenciais pós-venda dos ativos de transmissão e reforça a previsibilidade do caixa, como evidenciado pelo reajuste de 8,11% nas tarifas de saneamento no Amapá. Com base regulatória estável e sinergias operacionais, o saneamento tende a amortecer a volatilidade financeira em um cenário de CDI mais alto e a complementar o ciclo de investimento em distribuição e renováveis.
No financeiro, o CDI mais elevado e a maior dívida bruta pressionaram o resultado (-R$ 1,405 bi ajustado), com alavancagem de 3,1x dívida líquida/EBITDA. Ainda assim, o caixa de R$ 10,1 bilhões cobre 1,3x a dívida de curto prazo, enquanto os investimentos de R$ 2,7 bilhões seguiram focados em expansão, qualidade e perdas. A aprovação, na diretoria da Aneel, dos processos de renovação das concessões do Maranhão e do Pará adiciona visibilidade de longo prazo ao portfólio de Distribuição e consolida o relacionamento regulatório que vem sustentando a trajetória de crescimento da companhia.







