A Equatorial Energia (EQTL3) registrou crescimento de 37,1% na geração de energia renovável no segundo trimestre de 2025, totalizando 1.186,1 GWh ante 865,3 GWh no mesmo período de 2024. O salto foi impulsionado principalmente pela expansão do portfólio solar, que disparou 151,6% para 224,1 GWh, e pelo crescimento de 23,9% na geração eólica, que alcançou 962,0 GWh.
No segmento de distribuição, a energia injetada consolidada avançou 3,9%, enquanto a energia faturada mais compensada cresceu 4,0%. O Rio Grande do Sul liderou o crescimento regional com alta de 6,4% na energia injetada, beneficiado pelas baixas temperaturas que estimularam o uso de aquecedores, mesmo partindo de uma base já afetada por eventos climáticos extremos em 2024.
A companhia conseguiu reduzir significativamente as perdas na distribuição de energia, que recuaram para 17,4% no trimestre, uma melhoria de 0,7 ponto percentual ante o 2T24 e ficando 0,9 p.p. abaixo do nível regulatório consolidado. Os destaques foram CEA (-5,9 p.p.), Equatorial Alagoas (-2,0 p.p.), Equatorial Goiás (-1,9 p.p.) e CEEE-D (-1,3 p.p.), com quatro distribuidoras do grupo operando abaixo do limite regulatório.
No segmento de saneamento, a Equatorial encerrou o trimestre com aproximadamente 100 mil economias faturadas no serviço de distribuição de água, das quais 18,6 mil também são atendidas pelo serviço de coleta e tratamento de esgoto. O volume faturado de água cresceu 9,6% ante o 2T24, enquanto o de esgoto avançou 25,2%.
Os resultados operacionais consolidam o crescimento da Equatorial Energia em suas três frentes de atuação, com destaque para a aceleração do portfólio renovável e a melhoria da eficiência operacional nas distribuidoras. Esta evolução operacional complementa os sólidos resultados financeiros do primeiro trimestre, quando a companhia alcançou EBITDA de R$ 2,9 bilhões, evidenciando que a estratégia de foco nos negócios essenciais após a conclusão da venda dos ativos de transmissão está gerando frutos tanto no aspecto financeiro quanto operacional. Os investidores devem acompanhar a continuidade da expansão solar e os impactos da redução de perdas na rentabilidade futura da companhia.







