A Armac (ARML3) reportou prejuízo de R$ 6,7 milhões no 2T25, ante lucro de R$ 50,4 milhões no 2T24 e R$ 12,5 milhões no 1T25. A receita bruta foi de R$ 491,4 milhões e o EBITDA de Locação Ajustado alcançou R$ 168,5 milhões, com margem de 45,6%. O resultado foi pressionado por menor EBITDA entre períodos, pior resultado financeiro e maior depreciação, parcialmente compensados por maior diferimento de imposto.

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Operacionalmente, a locação entregou receita líquida de R$ 369,9 milhões (-2,1% a/a; +2,0% t/t) e margem ajustada de 45,6% após efeitos não recorrentes, com ganho de 3,7 p.p. vs. 1T25 e de 1,0 p.p. vs. 2T24. A melhora reflete desmobilização de contratos de menor rentabilidade, renegociação de preços e escopos, redução de glosas e otimização de estrutura. A taxa média de utilização foi de 72,7% (74% em junho) e a produtividade atingiu 55,9%. O CAPEX somou R$ 171,4 milhões (queda de 46% a/a; +32,3% t/t), enquanto o fluxo de caixa operacional gerencial foi de R$ 114,8 milhões (72,5% de conversão do EBITDA de Locação). A alavancagem encerrou em 2,62x Dívida Líquida/EBITDA UDM, com spread médio de CDI + 1,2% e prazo de 5,4 anos.

Este resultado consolida a virada operacional iniciada no 1T25, com foco em eficiência e caixa, e ocorre após a entrada da Gávea como acionista relevante em julho/25, no contexto da reestruturação orientada à otimização de eficiência. A mensagem da administração reforça essa continuidade: utilizar 100% das vendas de ativos para renovar a frota em 2025, buscando “CAPEX líquido zero” pela primeira vez, ao mesmo tempo em que sustenta a ampliação gradual da margem de locação. A combinação de menor CAPEX líquido, conversão de caixa robusta (run-rate de R$ 540 milhões/ano) e redução de contratos menos rentáveis aponta para uma disciplina de capital mais rígida e uma base de margens mais resiliente.

Diferentemente do 2T24, quando a lucratividade foi positiva, o 2T25 ainda reflete o custo financeiro mais pesado e a transição de portfólio de contratos; porém, a expansão de margem e a expectativa de retorno da utilização para ~80% ao longo de 2025 sugerem continuidade da recuperação. Em síntese, o trimestre marca um ajuste estratégico: sacrificar crescimento de receita no curto prazo para recompor rentabilidade, estabilizar a utilização e ancorar o ciclo de investimento a uma rotação de ativos que preserva caixa — passo coerente com a trajetória de eficiência traçada pela companhia.

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