A Mills (MILS3) entregou um 2T25 robusto: receita líquida de R$ 450,1 milhões (+21,6% a/a), EBITDA ajustado de R$ 227,2 milhões (margem de 50,5%) e lucro de R$ 87,3 milhões (margem de 19,4%). No 1S25, a receita somou R$ 862,5 milhões (+19,2% a/a), com EBITDA ajustado de R$ 433,7 milhões (margem de 50,3%) e lucro de R$ 155,3 milhões. A unidade de Rental cresceu 23,0%, a frota chegou a 15,2 mil máquinas e Formas e Escoramentos avançou 14,9%, com margens elevadas. A receita de locação atingiu R$ 413,0 milhões e metade já vem de contratos de longo prazo, elevando previsibilidade. Custos e despesas ex-depreciação foram 49,5% da receita; o fluxo de caixa operacional ajustado foi R$ 114,3 milhões. A alavancagem ficou em 1,4x Dívida Líquida/EBITDA, com custo médio CDI+1,40% e prazo de 3,6 anos; o CapEx foi R$ 162,9 milhões, majoritariamente em ativos de locação.

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Operacionalmente, o trimestre confirma a tese de escala com disciplina: a companhia manteve crescimento orgânico forte e reforçou sua presença em Pesados com a aquisição anunciada em julho, cuja integração deve ampliar a base instalada, diversificar segmentos atendidos e elevar a participação de contratos de longo prazo. Tal movimento reduz volatilidade de ciclo e aprofunda o cross-sell entre construção, indústria e infraestrutura, favorecendo margens sustentáveis e maior conversão de caixa ao longo do tempo. Essa evolução dá continuidade à estratégia de expansão inorgânica com múltiplos atraentes e captura de sinergias iniciada anteriormente, como se viu na aquisição da Next Rental por R$ 180 milhões, que incorporou 738 equipamentos e contratos à Mills Pesados.

Em paralelo, a arquitetura financeira seguiu alinhada ao crescimento sustentável. A companhia alongou passivos, preservou liquidez e manteve a alavancagem estável mesmo com investimentos e M&A, ao combinar captações em CDI com spreads competitivos e amortizações compatíveis com a geração de caixa do negócio. O resultado foi um custo médio coerente com o perfil de locação e um prazo mais longo, que reduz risco de refinanciamento e sustenta o ciclo de renovação de frota. Essa frente consolida a ponte entre expansão e solidez de balanço, em linha com o que o mercado vinha monitorando na 11ª emissão de debêntures de R$ 500 milhões, com prazos de 5 e 7 anos e spreads atrelados ao CDI.

Do lado da alocação de capital, a empresa manteve a equação crescimento + remuneração ao acionista. No trimestre, distribuiu R$ 48,9 milhões em JCP e, no ano, já soma R$ 62,5 milhões (payout de 40%), sem pressionar a alavancagem nem comprometer a capacidade de investir em frota. Esse equilíbrio reforça a previsibilidade do case: mais contratos de longo prazo, pipeline de integração de aquisições e liability management bem executado tendem a sustentar margens e caixa. O anúncio de JCP recente ilustra essa disciplina e dialoga diretamente com a política de retornos descrita no JCP do 2T25, com R$ 48,9 milhões distribuídos e política de retorno ao acionista. A companhia realizará live de resultados em 13/08/2025 às 14h para detalhar a execução e as próximas etapas.

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