A Unifique Telecomunicações (FIQE3) aprovou a distribuição de R$ 60 milhões em proventos, divididos em R$ 30 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) e R$ 30 milhões em dividendos intermediários, equivalentes a R$ 0,084960668 por ação. Terão direito os acionistas posicionados em 14 de agosto de 2025; os papéis serão negociados ex a partir de 15 de agosto e o pagamento ocorrerá em parcela única em 22 de agosto. O JCP, calculado pela TJLP pro rata sobre o patrimônio líquido até 30 de junho de 2025, será imputado ao dividendo obrigatório de 2025 e está sujeito a IRRF de 15% (com exceções legais). Os dividendos serão pagos à conta de parte da reserva de retenção de lucros de 2021 e 2022, podendo também ser imputados ao dividendo obrigatório de 2025.

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Este movimento dá continuidade a uma disciplina de capital sustentada por desempenho operacional e baixa alavancagem: no trimestre mais recente, a companhia apresentou o resultado do 2T25 — lucro de R$ 45,2 milhões, margem de 50,3% e dívida líquida/EBITDA de 0,60x. Ao mesmo tempo em que a geração de caixa e a eficiência suportam a remuneração ao acionista, a empresa preserva fôlego para a expansão (como a agenda de 5G e a maturação da base de fibra), reforçando uma estratégia de equilíbrio entre crescimento e retorno. O uso de reservas acumuladas de 2021 e 2022 para sustentar os dividendos, combinado à imputação do JCP ao mínimo obrigatório de 2025, sinaliza previsibilidade na política de proventos e prudência na gestão do capital.

A decisão também se alinha ao fortalecimento dos mecanismos de governança e compliance, que estruturam a tomada de decisão e a comunicação com o mercado—fundamentais em temas de alocação de capital—desde o fortalecimento institucional com a atualização da Política de Governança Corporativa em 29 de julho. Ao explicitar cronograma, critérios de elegibilidade (data-com e data-ex) e regras fiscais do JCP, a companhia reforça a consistência entre prática e diretrizes, favorecendo a previsibilidade para investidores e a coerência de longo prazo em sua narrativa corporativa, que combina eficiência operacional, disciplina financeira e transparência informacional.

Nesse mesmo vetor de confiabilidade, a recente classificação A+ no Programa Receita Sintonia da Receita Federal adiciona lastro à execução dos proventos, especialmente no tratamento tributário do JCP e no rigor documental para acionistas isentos ou com alíquota diversa. Em conjunto, os marcos de governança e conformidade ajudam a explicar por que a empresa consegue conciliar expansão de projetos e entrega de caixa ao acionista, consolidando uma política de remuneração sustentada por fundamentos e processos.

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