A Mobly (TOKY3) informou em 11 de agosto de 2025 que a Vórtx, agente fiduciário das debêntures da Estok Comércio e Representações S.A. (Tok&Stok), comunicou que não será realizada a segunda convocação da Assembleia Geral de Debenturistas. A segunda chamada sequer chegou a ser publicada e foi cancelada a pedido dos próprios debenturistas que a haviam solicitado; os editais de 24 a 28 de julho referiam-se apenas à primeira convocação, realizada em 1º de agosto. A correspondência da Vórtx, datada de 8 de agosto, foi anexada ao comunicado e o aviso foi assinado pelo diretor financeiro e de RI, Marcelo Rodrigues Marques. Este desfecho dá continuidade às comunicações de 24/7 e 1/8 e se insere na trilha aberta pela convocação pelos credores Santander e Bradesco para deliberar sobre a flexibilização das debêntures condicionada a aporte mínimo de R$ 150 milhões em caso de mudança de controle.

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Na prática, o cancelamento da segunda chamada indica arrefecimento imediato da agenda de alterações contratuais que poderiam destravar uma potencial operação de M&A. Diferentemente do que o mercado projetava para o início de agosto, a ausência de consenso entre credores ficou evidente, reduzindo a visibilidade sobre próximas etapas e dilatando o cronograma decisório. Vale lembrar que, na data marcada, a assembleia não chegou a se instalar por falta de quórum entre os proponentes, e o recuo subsequente reforça que os próprios debenturistas preferiram retirar o tema de pauta. Esse movimento dá sequência direta ao episódio em que a AGD de 1º de agosto não foi instalada por ausência dos debenturistas responsáveis pela convocação, sinalizando cautela dos credores.

No front societário, a discussão sobre eventual mudança de controle da Mobly evoluiu paralelamente à reconfiguração da base acionária e ao debate com credores. Com a retirada da segunda convocação, o mercado passa a reavaliar timing e condições para potenciais interessados, considerando a necessidade de capital novo e de aval dos debenturistas. Nesse contexto, ganhou relevância a recente saída completa da Home24, com a alienação de 42,75% do capital, fator que aumentou as expectativas de entrada de novos players e de eventual consolidação. Entretanto, o cancelamento da segunda convocação indica que, mesmo com espaço acionário disponível, a engenharia financeira para uma transação exigirá mais tempo e alinhamento com credores. Nesse intervalo, prevalece uma postura de prudência também entre investidores relevantes, como evidenciado pela entrada da MoS Gestão na administração de um fundo detentor de 7,27% das ações, declarando não ter objetivo de alterar o controle, o que contribui para estabilizar o debate enquanto a companhia segue informando o mercado.

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