A Vibra (VBBR3) reportou um 2T25 de execução resiliente em um ambiente desafiador: lucro líquido ajustado de R$ 493 milhões e Ebitda ajustado de R$ 1.472 milhões, impactados por perdas de inventário. Apesar do recuo frente 2T24 e 1T25, a companhia sustentou a margem comercial (R$ 143/m³) e ampliou o market share para 23,7%, com ROIC de 14,3% na distribuição. Em segmentos, a Rede de Postos registrou Ebitda de R$ 652 milhões (R$ 119/m³) e o B2B, desconsiderando efeitos não recorrentes, entregou R$ 513 milhões (R$ 157/m³). Em renováveis, a Comerc cresceu 21% no Ebitda @stake (R$ 274 milhões), com 536 GWh em geração centralizada e 104 MWp em GD. No balanço, alavancagem de 1,8x (2,9x sem LCs), custo médio CDI+0,81% e prazo de 4,5 anos, sob uma estratégia ativa de liability management. No mercado de capitais, a empresa reforçou remuneração com JCP e dividendos referentes a 2024 e aprovou JCP de 2025, mantendo a disciplina de caixa enquanto projeta 2S25 com maior demanda de diesel, sinergias da Comerc e efeitos do RenovaBio.
O trimestre, embora pressionado por inventários, reforça a narrativa de foco em rentabilidade e alocação prudente de capital. Esse posicionamento dá continuidade à disciplina estratégica reiterada no esclarecimento sobre a Moove em 17 de julho de 2025, quando a administração enfatizou avaliação criteriosa de oportunidades e prioridade à geração de valor, compatíveis com a combinação de sustentação de margens, ganho de participação e alongamento de dívida observados agora.
No eixo de governança e confiança do mercado, a execução consistente e a estabilidade executiva encontram eco na participação relevante de 5,01% adquirida pela Nova Futura em 30 de julho de 2025. A entrada de capital institucional após a reafirmação de disciplina estratégica e antes da divulgação do 2T25 ajuda a explicar o apetite por VBBR3: a companhia combina política de remuneração ao acionista, gestão ativa de passivos e tração em renováveis (Comerc), o que fortalece a tese de continuidade de ganhos de eficiência e captura de sinergias no segundo semestre.







