A PetroReconcavo (RECV3) reportou lucro líquido de R$ 238 milhões no segundo trimestre de 2025, aumento de 5% em relação aos R$ 227 milhões registrados no primeiro trimestre. O resultado superou as expectativas apesar da queda de 10% no preço médio do petróleo Brent, que recuou para US$ 68 por barril no período.
A receita líquida totalizou R$ 806 milhões no trimestre, queda de 6% versus o 1T25, reflexo direto da pressão dos preços das commodities e da desvalorização de 3% do dólar frente ao real. O EBITDA atingiu R$ 374 milhões, recuo de 12% na comparação trimestral, mas a companhia manteve disciplina operacional com produção estável de 27,4 mil barris de petróleo equivalente por dia. Esta estabilidade operacional contrasta positivamente com os desafios enfrentados durante o trimestre, especialmente a interdição do campo Cassarongongo pela ANP em junho, que resultou na perda temporária de 768 barris diários, situação posteriormente resolvida com investimentos em integridade que evidenciam a capacidade de resposta da companhia aos desafios regulatórios.
A empresa avançou em projetos estratégicos durante o trimestre, completando a perfuração de três poços profundos nos campos de Biriba e Jacuípe, atualmente em fase de testes. Os investimentos totais (Capex) alcançaram R$ 367 milhões, alta de 47% versus o 1T25, concentrados principalmente no desenvolvimento de reservas e na intensificação de workovers.
Em julho, a PetroReconcavo concluiu sua terceira emissão de debêntures no valor de R$ 500 milhões, com rating AA.br pela Moody's Brasil e custo dolarizado de 5,66% ao ano. A operação materializa a estratégia de captação aprovada pelo Conselho de Administração em junho no valor de R$ 500 milhões, viabilizada pelo rating AA.br concedido pela Moody's, que destacou o histórico prudente de gestão financeira da companhia. A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 1,281 bilhão, representando alavancagem de 0,78x sobre o EBITDA dos últimos 12 meses, demonstrando evolução controlada em relação aos 0,62x registrados no primeiro trimestre de 2025, quando a empresa gerou R$ 207 milhões em fluxo de caixa livre. A operação fortalece o caixa para projetos de infraestrutura, incluindo a aquisição de 50% da UPGN Guamaré, aprovada pelo CADE em julho.
Para o segundo semestre, a companhia planeja executar dois poços horizontais, marco tecnológico que pode elevar a eficiência na recuperação de reservas. Os investidores devem acompanhar o desempenho dos poços profundos em teste e o impacto da nova infraestrutura de gás no campo de Tiê, que iniciou operações em julho.







