A PetroReconcavo (RECV3) anunciou nesta terça-feira, 17 de junho de 2025, a aprovação de sua 3ª emissão de debêntures no valor total de R$ 500 milhões. O Conselho de Administração da petrolífera baiana aprovou a emissão de 500 mil debêntures simples, não conversíveis em ações, com valor nominal unitário de R$ 1.000.
As debêntures terão prazo de vencimento de 7 anos, com data final em 4 de julho de 2032. A oferta será destinada exclusivamente a investidores profissionais, seguindo o rito de registro automático perante a CVM com dispensa de análise prévia.
Os recursos líquidos captados pela companhia serão utilizados para reforço de caixa, investimentos em capital de giro, despesas operacionais e demais atividades relacionadas à condução regular dos negócios. A empresa também planeja aplicar os valores em investimentos para expansão, modernização e aquisição de ativos.
Esta captação ocorre em um contexto de aceleração dos investimentos da companhia, que no primeiro trimestre direcionou R$ 222 milhões ao desenvolvimento de reservas e gerou R$ 207 milhões em fluxo de caixa livre, com alavancagem reduzida para 0,62x. A estratégia de diversificação das fontes de financiamento ganha relevância considerando movimentos estratégicos recentes, como a aquisição de 50% dos ativos de midstream da Brava Energia por US$ 65 milhões, que expandiu a presença da empresa na cadeia de valor do gás natural.
A necessidade de recursos adicionais também pode estar relacionada aos desafios operacionais enfrentados pela companhia, incluindo a recente interdição das operações no campo Cassarongongo pela ANP, resultando na perda temporária de 768 barris diários. Este evento evidencia a importância de investimentos contínuos em infraestrutura e modernização de equipamentos para manter a integridade operacional dos ativos maduros da empresa.
Esta é a terceira emissão de debêntures da PetroReconcavo, demonstrando a estratégia da empresa em diversificar suas fontes de financiamento para sustentar o crescimento operacional. O mercado deve acompanhar os próximos passos da oferta pública e o impacto na estrutura de capital da companhia.







