A Randon (RAPT4, RAPT3) divulgou nesta terça-feira (12) sua projeção empresarial (guidance) para o ano de 2024. A empresa prevê uma receita líquida consolidada entre R$ 11,5 bilhões e R$ 12,5 bilhões para o período.
Segundo a companhia, os indicadores foram validados no processo de planejamento estratégico e respaldados pela avaliação do cenário macroeconômico doméstico e dos países com os quais mantém relações comerciais, bem como indicadores setoriais e o comportamento de mercado em seus segmentos de atuação.
Em relação à receita líquida consolidada, a Randon destacou que as projeções são suportadas pelo cenário positivo nos diferentes mercados de atuação da empresa, com crescimento robusto nos volumes de autopeças devido à recuperação do mercado de veículos comerciais, além do aumento das vendas no segmento de reposição para veículos pesados e leves, tanto no mercado interno quanto no externo. O intervalo de valores não considera receitas de novos projetos e aquisições.
Para as receitas do mercado externo, a Randon estima valores entre US$ 420 milhões e US$ 480 milhões, referentes à soma das exportações a partir do Brasil e das receitas geradas pelas operações no exterior, líquidos das operações intercompany. A empresa cita uma desaceleração momentânea nas vendas de semirreboques no mercado dos Estados Unidos, porém com perspectivas positivas em autopeças e no mercado de reposição, além de um cenário complexo na América do Sul, com viés de recuperação no médio prazo.
Quanto à margem EBITDA, a projeção é de um intervalo entre 14% e 16%, com níveis de preços de vendas adequados ao cenário de mercado atual, maior diluição de custos-fixos pelo aumento dos volumes de produção, baixo impacto de inflação de custos nas margens e efeito positivo de ganhos de eficiência operacional. O intervalo de valores não considera efeitos não-recorrentes.
Por fim, a Randon prevê investimentos orgânicos entre R$ 430 milhões e R$ 490 milhões em 2024, destinados à manutenção e conservação de ativos, aumento de capacidade, eficiência e produtividade, contribuindo para o desenvolvimento sustentável (pauta ESG), além da construção e ampliação de unidades produtivas da companhia. O intervalo de valores não considera integralização de capital e investimentos não-orgânicos.
A empresa ressaltou que as informações sobre as perspectivas dos negócios e projeções são previsões, baseadas nas expectativas atuais da administração, e estão sujeitas a riscos e incertezas, não constituindo promessa de desempenho.







