A Construtora Tenda (TEND3) revisou suas projeções para 2025 em fato relevante divulgado nesta quinta-feira, 7 de agosto. A empresa elevou a estimativa de vendas líquidas do segmento Tenda de R$ 4,0 bilhões para até R$ 4,3 bilhões, alta de 7,5% no teto da projeção. Paralelamente, a margem bruta ajustada deste segmento foi ligeiramente elevada de 34-36% para 36-37%.

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O cenário se mostrou mais desafiador para a subsidiária Alea, que teve a projeção de margem bruta ajustada drasticamente reduzida de 20-24% para apenas 6-10%. O segmento já apresentou margem de 5,5% no primeiro semestre, sinalizando pressões operacionais significativas que contrastam com as expectativas iniciais. Esta deterioração da Alea alinha-se com os desafios operacionais registrados no 2T25, quando a empresa decidiu concentrar lançamentos em apenas três manchas em São Paulo para acelerar a estabilização das operações, estratégia que ainda não produziu os resultados esperados de rentabilidade. As vendas líquidas da Alea permaneceram inalteradas na faixa de R$ 700 milhões a R$ 800 milhões.

Para o resultado líquido consolidado, a Tenda manteve a projeção entre R$ 360 milhões e R$ 400 milhões, unificando o guidance que anteriormente era separado por segmentos. A empresa ressaltou que essas estimativas excluem resultados de operações de swap atualmente detidas pela companhia. A manutenção deste guidance consolida-se apesar dos desafios da Alea, evidenciando que o core business consegue sustentar a rentabilidade consolidada, movimento que tem suas raízes na virada operacional iniciada no 1T25 com lucro recorde de R$ 85,5 milhões que estabeleceu as bases sólidas para esta capacidade de compensação entre segmentos.

A revisão reflete as diferentes dinâmicas dos segmentos da construtora, com o core business Tenda demonstrando crescimento robusto enquanto a Alea enfrenta desafios de rentabilidade que se tornaram mais evidentes após a redução significativa nas projeções de produção anunciada anteriormente, quando a empresa ajustou as metas de 3-3,5 mil para 1,5-2,5 mil unidades. Este contexto operacional complexo contrasta com o ambiente de confiança do mercado, que recentemente se manifestou através da entrada do JP Morgan Securities como acionista relevante com 5% de participação, evidenciando que grandes players internacionais mantêm perspectiva positiva sobre os fundamentos consolidados da companhia. Investidores devem acompanhar os próximos resultados trimestrais para verificar se a empresa conseguirá sustentar as margens projetadas em ambos os segmentos.

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