A Construtora Tenda (TEND3) registrou lucro líquido recorde de R$ 203,9 milhões no segundo trimestre de 2025, representando crescimento expressivo de 138,4% em comparação ao trimestre anterior e salto de 4.330% versus o mesmo período de 2024. O resultado consolida a virada operacional iniciada no 1T25, quando a empresa registrou o primeiro lucro recorde de R$ 85,5 milhões, crescimento de 1.829,3% que estabeleceu as bases desta trajetória excepcional de rentabilidade. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 37,8% nos últimos 12 meses coloca a companhia entre as mais rentáveis do setor.
A receita líquida consolidada atingiu R$ 991,5 milhões no trimestre, alta de 27,6% ante o 2T24, enquanto o EBITDA também bateu recorde histórico de R$ 166,9 milhões, crescimento de 70,2% no comparativo anual. A margem bruta ajustada do segmento Tenda alcançou 36,5%, melhora significativa de 5 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior, confirmando as expectativas da S&P Global Ratings, que havia elevado o rating da empresa de 'brA-' para 'brA+' em julho, reconhecendo justamente esta melhora operacional e de rentabilidade que agora se materializa nos números.
Com base nos resultados robustos, a Tenda revisou para cima o guidance de 2025. As vendas líquidas do segmento principal devem ficar entre R$ 4,1 bilhões e R$ 4,3 bilhões, elevação de 8% no ponto médio, enquanto a margem bruta ajustada foi revista para 36% a 37%. Esta revisão otimista contrasta significativamente com a redução nas projeções de produção anunciada anteriormente, quando a empresa ajustou as metas de 3-3,5 mil para 1,5-2,5 mil unidades, evidenciando que a companhia conseguiu compensar o menor volume com maior rentabilidade por unidade. O lucro consolidado mantém projeção entre R$ 360 milhões e R$ 400 milhões para o ano.
A agência S&P Global Ratings elevou o rating da Tenda de 'brA-' para 'brA+' em julho, refletindo a expectativa de melhora contínua nos resultados operacionais. Como reflexo da confiança na geração de caixa, o conselho aprovou dividendos intercalares de R$ 50 milhões, equivalentes a R$ 0,41 por ação, com pagamento em dezembro de 2025. Este valor representa mais que o dobro da distribuição anterior de R$ 50 milhões aprovada em agosto, mas agora baseada nos resultados ainda mais robustos do 2T25, demonstrando a evolução da capacidade distributiva sustentada pela estratégia coordenada de otimização de capital implementada ao longo do ano.
O segmento Alea enfrentou desafios operacionais no trimestre, com a empresa decidindo concentrar lançamentos em apenas três manchas em São Paulo para acelerar a estabilização das operações. A margem bruta ajustada da Alea caiu para 4,5%, mas a companhia espera atingir o ponto de equilíbrio desta operação em 2026. Investidores devem acompanhar a evolução das vendas líquidas e a execução da nova estratégia operacional nos próximos trimestres.







