A Wilson Sons (PORT3) registrou lucro líquido de R$ 362,7 milhões no primeiro semestre de 2025, crescimento expressivo de 141,6% ante os R$ 150,1 milhões do mesmo período de 2024. O EBITDA atingiu R$ 728,6 milhões, alta de 29,3%, enquanto a receita líquida totalizou R$ 1.537,7 milhões, avanço de 15,2% no comparativo anual. Os números consolidam a trajetória ascendente que já havia se evidenciado no primeiro trimestre com lucro recorde de R$ 194,6 milhões, demonstrando sustentabilidade da recuperação operacional.

O desempenho foi impulsionado pelo forte crescimento operacional em todos os segmentos principais da companhia. Os terminais de contêineres movimentaram 736,1 mil TEUs, aumento de 20,4%, com destaque para Rio Grande e Salvador. O segmento de rebocadores realizou 30.037 manobras portuárias, crescimento de 3,9%, beneficiando-se de maiores volumes e mix de cargas mais favorável.

A margem EBITDA expandiu 5,2 pontos percentuais para 47,4%, refletindo ganhos de escala significativos especialmente nos terminais de contêineres. O EBITDA dos terminais cresceu 17,3% para R$ 318,2 milhões, enquanto rebocadores avançaram 27,0% para R$ 350,3 milhões. As embarcações de apoio offshore contribuíram com R$ 60,3 milhões via equivalência patrimonial, contra apenas R$ 0,3 milhão no ano anterior.

A companhia enfrenta processo de mudança de controle, com o novo acionista controlador SAS Shipping Agencies Services protocolando oferta pública para cancelar o registro na CVM e promover a saída do Novo Mercado da B3. O leilão da oferta está previsto para o início do quarto trimestre de 2025, representando um marco na trajetória da maior operadora integrada de logística portuária e marítima do Brasil. Curiosamente, os excelentes resultados operacionais coincidiram com a entrada da Absolute Gestão como acionista relevante com 5,04% de participação, movimento que demonstra aposta de gestoras profissionais na valorização dos papéis mesmo diante da perspectiva de fechamento de capital.

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