A Lojas Renner (LREN3) registrou lucro líquido de R$ 404,5 milhões no segundo trimestre de 2025, alta expressiva de 28,4% ante os R$ 315 milhões do mesmo período de 2024. O resultado representa lucro por ação de R$ 0,4024, crescimento de 34,4%, impulsionado pelo desempenho robusto tanto no varejo quanto nos serviços financeiros. Os números consolidam a eficácia da nova fase estratégica inaugurada pela empresa em junho, quando confirmou estar encerrando "o período de investimentos mais significativo da nossa história" e adotando uma abordagem de estabilidade com foco em crescimento orgânico.
A receita líquida de vestuário avançou 20% no período, alcançando R$ 3,26 bilhões, com vendas em mesmas lojas (SSS) crescendo 18,6% - o dobro do crescimento médio do mercado. A margem bruta de vestuário atingiu 58,4%, expansão de 0,9 ponto percentual, beneficiada pela maior participação de produtos de inverno e redução de remarcações. Este crescimento orgânico robusto valida a estratégia de investimentos focados de R$ 850 milhões mantidos para 2025, direcionados prioritariamente para abertura de novas lojas e tecnologia.
O EBITDA total ajustado saltou 32,9% para R$ 891 milhões, com margem de 24,4% (+2,6 p.p.), refletindo a diluição de despesas operacionais em 0,8 p.p. A Realize CFI contribuiu com resultado de R$ 118,5 milhões, ante R$ 34,8 milhões no 2T24, beneficiada pela melhora no perfil de risco da carteira e mudanças regulatórias. A performance financeira sustenta a consistência da política de remuneração aos acionistas, evidenciada pela aprovação de juros sobre capital próprio de R$ 203,13 milhões em julho, mantendo a regularidade nas distribuições que caracteriza a gestão da companhia.
A empresa manteve sólida posição de caixa de R$ 1,8 bilhão e caixa líquido de R$ 1,2 bilhão, após executar cerca de 70% do programa de recompra de ações (52 milhões de ações). O ROIC de 12 meses atingiu 14,1% (+2,0 p.p.), demonstrando eficiência crescente na geração de valor para os acionistas da LREN3. A robustez financeira reflete a maturidade operacional da empresa nesta nova fase de desenvolvimento, suportada pela estrutura de governança líder no mercado brasileiro que mantém 98,1% de adesão às melhores práticas e proporciona maior previsibilidade na geração de valor no longo prazo.







