A Portobello (PTBL3) registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 38,3 milhões no segundo trimestre de 2025, ante prejuízo de R$ 19,0 milhões no mesmo período de 2024. Apesar do resultado negativo, a empresa de revestimentos cerâmicos apresentou forte crescimento operacional, com receita líquida de R$ 686,8 milhões, alta de 16,6% na comparação anual.
O EBITDA ajustado atingiu R$ 101,1 milhões no 2T25, crescimento expressivo de 44,8% frente aos R$ 69,8 milhões do 2T24, com margem de 14,7%. O desempenho reflete o aumento da receita, estabilidade das margens e controle das despesas operacionais, segundo a companhia.
A geração de caixa livre saltou para R$ 63,4 milhões no trimestre, comparada aos R$ 6,0 milhões no 2T24. A melhora foi impulsionada pela gestão eficiente do capital de giro e instrumentos financeiros estruturados, como FIDCs de clientes e fornecedores.
Destaque do período foi a Portobello America, que registrou crescimento de 52,4% na receita em reais (34,9% em dólares) e alcançou breakeven em dólar pelo segundo trimestre consecutivo. A unidade operou com 80,9% de ocupação da capacidade instalada na fábrica de Baxter, nos Estados Unidos.
O prejuízo líquido foi pressionado pelas despesas financeiras de R$ 92,6 milhões no trimestre, alta de 51,5% na comparação anual, reflexo do cenário de juros elevados e maior utilização de instrumentos de financiamento de curto prazo. A dívida líquida encerrou em R$ 890,8 milhões, com alavancagem proforma de 2,3x.
A Portobello concluiu em junho a 6ª emissão de debêntures no valor de R$ 300 milhões, com prazo de cinco anos, visando o alongamento do perfil da dívida. Os investidores devem acompanhar a evolução da geração de caixa e os efeitos das ações de otimização da estrutura de capital nos próximos trimestres.







