A Vale (VALE3) registrou receita operacional líquida de US$ 38,1 bilhões em 2024, com EBITDA proforma de US$ 15,4 bilhões, consolidando sua posição como líder global em minério de ferro e metais para transição energética. A mineradora pagou US$ 3,9 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio aos acionistas durante o ano, demonstrando a continuidade da sólida política de remuneração que se manteve em 2025 com distribuições regulares de JCP, incluindo R$ 1,89 por ação aprovado em julho.

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A companhia produziu 328 milhões de toneladas de minério de ferro e 37 milhões de toneladas de pelotas em 2024, mantendo-se como segunda maior produtora mundial de minério de ferro com aproximadamente 20% do mercado transoceânico. Este volume de 328 Mt representa a base sólida para a aceleração operacional observada em 2025, quando registrou crescimento de 4% na produção de minério de ferro no segundo trimestre, sinalizando o início da materialização da estratégia de expansão para cerca de 360 Mt até 2030.

A Vale opera agora com estrutura focada em dois negócios principais: Soluções de Minério de Ferro e Metais para Transição Energética, que incluem níquel e cobre. A mineradora possui três sistemas de produção no Brasil (Norte, Sudeste e Sul), além de operações em 19 países, com 90% da força de trabalho concentrada no Brasil. A empresa também se destaca como sexta maior produtora de níquel globalmente, posição que vem sendo fortalecida com recordes de produção que incluíram 92,6 mil toneladas de cobre no segundo trimestre de 2025, o maior volume desde 2019.

Em aspectos de sustentabilidade, a Vale alcançou 100% de energia renovável no Brasil e avançou na descaracterização de barragens, completando 17 das 30 estruturas até dezembro de 2024. A dívida líquida expandida da companhia estava em US$ 18,2 bilhões em março de 2025, com investimentos (CAPEX) de US$ 6,0 bilhões em 2024. Estes marcos consolidam a transformação estrutural da empresa, que também atingiu 100% de aderência às práticas do Código Brasileiro de Governança Corporativa pelo segundo ano consecutivo, colocando-a significativamente acima da média do mercado e reforçando seu compromisso com excelência operacional e transparência.

Os investidores devem acompanhar a evolução dos preços das commodities e o avanço dos projetos de expansão, especialmente no segmento de metais para transição energética, que pode se beneficiar da demanda crescente por veículos elétricos e energias renováveis.

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