A Metalúrgica Gerdau (GOAU3, GOAU4) registrou lucro líquido ajustado de R$ 863 milhões no segundo trimestre de 2025, alta de 14,1% em relação ao trimestre anterior e queda de 9,1% ante o mesmo período de 2024. O lucro por ação atingiu R$ 0,30, superando os R$ 0,26 do primeiro trimestre. Com base nos resultados, a companhia aprovou dividendos de R$ 79,5 milhões, equivalentes a R$ 0,08 por ação, com pagamento previsto para 19 de agosto.

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A receita líquida consolidada totalizou R$ 17,5 bilhões no período, crescimento de 0,9% em relação ao primeiro trimestre e de 5,5% na comparação anual. O EBITDA ajustado alcançou R$ 2,6 bilhões, com margem de 14,6%, representando expansão de 6,7% no trimestre e retração de 2,4% no ano.

O destaque foi a operação na América do Norte, que atingiu participação recorde de 61,4% no EBITDA consolidado - o maior nível da série histórica. A região se beneficiou do reforço das tarifas da Seção 232, que reduziu as importações de aço e impulsionou a demanda por produção local. A carteira de pedidos na região encerrou o trimestre em mais de 70 dias, bem acima dos patamares históricos de 60 dias.

No Brasil, a operação enfrentou cenário desafiador com alta penetração de importações, que atingiu 26% no trimestre - 3,9 pontos percentuais acima do mesmo período de 2024. As importações de aços planos alcançaram 29,5%, maior volume desde o início da série do Instituto Aço Brasil. Esse cenário pressionou as vendas domésticas e os preços, apesar da demanda resiliente no mercado interno.

A Gerdau investiu R$ 1,6 bilhão em CAPEX no trimestre, sendo 80% destinados ao Brasil. O Projeto Itabiritos, que adicionará 5,5 milhões de toneladas de capacidade de minério de ferro, alcançou 72% de progresso físico, com início previsto para dezembro de 2025. A empresa também avança na expansão da capacidade de laminação de aços planos em Ouro Branco, que atingirá 1 milhão de toneladas anuais de bobinas a quente.

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