A Vale (VALE3) registrou lucro líquido atribuível de US$ 2,117 bilhões no segundo trimestre de 2025, queda de 24% na comparação anual, mas aprovou distribuição de US$ 1,448 bilhão em juros sobre capital próprio que já havia sido anunciada em 31 de julho com valor de R$ 1,895387417 por ação, demonstrando como a sólida geração de caixa sustenta a política de remuneração aos acionistas mesmo em cenários de pressão nas margens. A receita líquida totalizou US$ 8,804 bilhões, recuo de 11% ante o mesmo período de 2024.

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O EBITDA ajustado da mineradora atingiu US$ 3,386 bilhões no trimestre, declínio de 15% em relação ao segundo trimestre do ano anterior, reflexo principalmente da queda de 13% nos preços de referência do minério de ferro. Mesmo assim, a companhia demonstrou forte disciplina de custos, com o custo caixa C1 de minério de ferro caindo 11% para US$ 22,2 por tonelada, marcando o quarto trimestre consecutivo de redução e consolidando a recuperação operacional iniciada no segundo trimestre, quando registrou produção recorde de cobre de 92,6 mil toneladas e crescimento de 4% na produção de minério de ferro.

Nos metais para transição energética, a Vale registrou desempenho robusto com EBITDA de US$ 721 milhões, alta de 77% anual. As vendas de cobre aumentaram 17% para 12,9 mil toneladas, enquanto níquel cresceu 21% para 7,0 mil toneladas. A empresa revisou o guidance de custo all-in do cobre para US$ 1.500-2.000 por tonelada, significativa melhora ante a projeção anterior de US$ 2.800-3.300 por tonelada, consolidando a revisão anunciada em 31 de julho que representou melhoria de até 40% motivada pelo sólido desempenho operacional e pelos preços do ouro como subproduto que superaram as expectativas.

Entre os marcos operacionais, destaca-se o primeiro embarque do projeto Capanema, que adicionará 15 milhões de toneladas anuais de capacidade de minério de ferro, e a obtenção da licença prévia para o projeto Bacaba de cobre. O fluxo de caixa livre recorrente totalizou US$ 1,008 bilhão, crescimento de 412% anual. Os investidores devem acompanhar o ramp-up de Capanema e o início da produção do segundo forno de Onça Puma, previsto para o quarto trimestre, como parte da materialização da estratégia de duplicar a capacidade produtiva de cobre que ganhou impulso com a aprovação do projeto Bacaba de US$ 290 milhões em junho.

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