A Irani Papel e Embalagem (RANI3) divulgou sua tese de investimento destacando o posicionamento como único pure player de embalagens sustentáveis listado na B3. A empresa registrou receita líquida de R$ 1,7 bilhão nos últimos 12 meses até o segundo trimestre de 2025, atuando em um mercado brasileiro de embalagens que totalizou R$ 165,9 bilhões em 2024.
O mercado específico de atuação da Irani, focado em papel e papelão ondulado, movimentou R$ 42,8 bilhões em 2024, representando 25,8% do total nacional. A companhia enfatiza que o Brasil é o 6º maior produtor mundial de papelão ondulado, com crescimento médio anual de 6,1% nas últimas cinco décadas, demonstrando a resiliência do setor mesmo durante crises econômicas.
Entre os principais diferenciais competitivos apresentados, a Irani destaca a produção própria de energia renovável, base florestal de 35.748 hectares e modelo de economia circular, onde 71% da matéria-prima são fibras recicladas. A empresa possui ROIC de 11,8% no segundo trimestre de 2025, superando o custo de capital de 8,2%, resultado que materializa a eficácia da reestruturação estratégica concluída com o arrendamento das florestas no RS, quando concentrou foco exclusivamente no segmento de papéis e embalagens sustentáveis. Estes indicadores consolidam o desempenho excepcional registrado no 2T25, com lucro explosivo de 168,5%, que validou definitivamente a nova estratégia corporativa.
A companhia implementa o terceiro programa de recompra de ações desde 2021, já tendo recomprado 9,2% do capital social. Para 2030, estabeleceu metas ESG ambiciosas, incluindo zero acidentes de trabalho, 40% de mulheres no quadro da empresa e autossuficiência em energia renovável. Esta última meta será viabilizada pelos investimentos de R$ 1,177 bilhão na plataforma Gaia, que elevarão em 56% a geração própria de energia renovável e consolidarão a transição iniciada após a otimização do portfólio de ativos. O mercado de embalagens sustentáveis é impulsionado por tendências seculares como crescimento do e-commerce, que expandiu 29% ao ano desde 2016, e demanda crescente por sustentabilidade corporativa.







