O Banco Santander Brasil (SANB3, SANB4, SANB11) registrou lucro líquido de R$ 3,7 bilhões no segundo trimestre de 2025, crescimento de 9,8% na comparação anual, mas queda de 5,2% em relação ao primeiro trimestre. O retorno sobre patrimônio líquido (ROAE) ficou em 16,4%, avanço de 0,8 ponto percentual no ano.
A margem financeira totalizou R$ 15,4 bilhões, expansão de 4,4% no ano, impulsionada pela margem com clientes que cresceu 11,3% frente ao mesmo período de 2024. A estratégia de disciplina na alocação de capital, priorizando linhas de maior rentabilidade, resultou em carteira de crédito ampliada de R$ 675,5 bilhões, estável no ano (+1,5%).
O banco atingiu índice de eficiência de 36,8%, o melhor patamar em três anos, resultado de rígido controle de gastos e transformação digital que permitiu otimizar o parque de lojas. As despesas gerais cresceram apenas 1,5% no ano, abaixo da inflação e do crescimento das receitas.
Os resultados sólidos sustentam a política de remuneração aos acionistas, evidenciada pela distribuição de R$ 1,7 bilhão em juros sobre capital próprio aprovada em julho, demonstrando a capacidade de geração de caixa consistente da instituição. Em qualidade de crédito, o custo de crédito ficou em 3,9%, reflexo do ambiente macroeconômico desafiador com juros altos.
As captações de clientes totalizaram R$ 643,8 bilhões, com evolução do mix de passivos priorizando pessoa física, que representou 47% do total. O CEO Mario Leão destacou o lançamento do "banco de todas as contas", nova funcionalidade que permite gerenciar contas de outros bancos pelo app Santander. A estratégia de centralidade no cliente resultou em base de 71,7 milhões de clientes, crescimento de 7% no ano, com clientes principais PF expandindo 20%.







