A Neoenergia (NEOE3) registrou lucro líquido de R$ 1,631 bilhão no segundo trimestre de 2025, dobramento em relação aos R$ 815 milhões do mesmo período de 2024. O resultado foi impulsionado principalmente pelo reconhecimento de R$ 869 milhões em créditos tributários relacionados à exclusão da atualização financeira do indébito tributário de PIS/COFINS da base de cálculo do IRPJ e CSLL.

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Os números consolidam a trajetória de recuperação iniciada no primeiro trimestre, quando a companhia havia registrado lucro de R$ 1.001 milhão no 1T25, evidenciando uma aceleração significativa na geração de valor. O EBITDA Caixa da companhia avançou 7% no trimestre, para R$ 2,595 bilhões, beneficiado pelos reajustes de parcela B das distribuidoras Coelba e Cosern, além da revisão tarifária da Neoenergia Pernambuco. No semestre, o EBITDA Caixa somou R$ 5,376 bilhões, crescimento de 2% ante o primeiro semestre de 2024.

A receita operacional líquida cresceu 11% no 2T25, alcançando R$ 12,194 bilhões, enquanto a energia injetada, incluindo geração distribuída, apresentou expansão de 2,3% no período. Este desempenho reflete diretamente a expansão de 10,8% na geração de energia registrada no primeiro semestre, com destaque para a geração hidráulica que disparou 14% no período. As despesas operacionais foram mantidas sob controle, com alta de apenas 4%, absorvendo a inflação e o crescimento do mercado.

A empresa concluiu no trimestre o closing da venda de sua participação na UHE Baixo Iguaçu por R$ 1,0 bilhão em equity value, como parte de sua estratégia de rotação de ativos. Este movimento dá continuidade às operações de otimização de portfólio que já incluíram a venda de 50% de participação em ativo de transmissão para investidor asiático, demonstrando a disciplina da companhia na gestão de seu portfólio. A companhia também realizou entregas parciais dos projetos Vale do Itajaí e Morro do Chapéu, liberando R$ 132 milhões em Receita Anual Permitida (RAP).

Os expressivos resultados do segundo trimestre reforçam a capacidade da Neoenergia de manter sua política consistente de remuneração aos acionistas, tendo aprovado R$ 264 milhões em juros sobre capital próprio referentes ao primeiro semestre. Com a combinação de forte geração operacional de caixa e ganhos extraordinários de créditos tributários, a companhia se posiciona solidamente para sustentar sua estratégia de crescimento e distribuição de valor ao longo de 2025.

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