A Copel (CPLE3, CPLE5, CPLE6) registrou queda de 0,7% no consumo de energia elétrica em seu mercado fio no segundo trimestre de 2025, totalizando 9.050 GWh ante 9.113 GWh no mesmo período do ano anterior. O resultado reflete principalmente o clima mais ameno observado no período, que reduziu a demanda nos segmentos residencial e comercial.
Apesar da queda trimestral, a distribuidora paranaense acumula crescimento de 1,3% no primeiro semestre de 2025, com consumo de 18.637 GWh contra 18.396 GWh em 2024. Esta performance representa uma moderação em relação ao crescimento de 3,3% no mercado fio registrado no primeiro trimestre, quando a elétrica havia demonstrado forte recuperação operacional que se refletiu em aumento de 12,4% no EBITDA da distribuidora. O segmento industrial foi o destaque positivo do trimestre, registrando crescimento de 2,8% e atingindo 3.316 GWh, demonstrando a resiliência da economia regional atendida pela Copel.
O mercado fio faturado, que inclui a energia compensada de Mini e Micro Geração Distribuída (MMGD), apresentou queda mais acentuada de 2,6% no segundo trimestre. O segmento residencial registrou queda de 2,5% no período, com consumo de 2.359 GWh, enquanto o comercial recuou 2,3% para 1.818 GWh.
O número total de clientes da Copel atingiu 5,23 milhões no final de junho de 2025, crescimento de 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A base de clientes do mercado livre expandiu significativamente, registrando aumento de 84,2% no período analisado. Este crescimento da base de consumidores ocorre em período favorável para a companhia, considerando o reajuste tarifário moderado de 2,02% aprovado pela ANEEL em junho, que ficou significativamente abaixo da inflação e foi acompanhado de uma devolução de R$ 864,5 milhões em créditos tributários que fortalecerá o fluxo de caixa da distribuidora.
Os investidores devem acompanhar os próximos resultados da Copel para avaliar se a tendência de crescimento no acumulado do ano se mantém, especialmente considerando a sazonalidade do consumo de energia e o desempenho do setor industrial paranaense.







