A ENGIE Brasil Energia (EGIE3) anunciou na sexta-feira, 18 de julho de 2025, o início da operação do trecho brownfield do projeto Graúna Transmissora de Energia, com Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 14 milhões. O trecho, que representa 5% da receita total do projeto, é composto por quatro linhas de transmissão totalizando 162 quilômetros e duas subestações próprias, localizadas em Minas Gerais e Espírito Santo.

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O projeto Graúna foi arrematado pela companhia no Leilão de Transmissão Aneel 02/2024 e representa uma expansão significativa da atuação da ENGIE no segmento de transmissão de energia elétrica. A receita anual de R$ 14 milhões do primeiro trecho já em operação oferece visibilidade de fluxo de caixa imediato para a empresa, complementando a estratégia de crescimento que tem se materializado através de operações como a primeira emissão de debêntures verdes de R$ 2,2 bilhões submetida à CVM em junho.

Além do trecho já operacional, o projeto contempla a construção de aproximadamente 780 quilômetros adicionais de linhas de transmissão, incluindo seis novas linhas, duas novas subestações e um seccionamento nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. A infraestrutura adicional encontra-se em estágio inicial de implantação.

A RAP total do projeto Graúna alcança R$ 268,3 milhões (base junho de 2025), com prazo de concessão de 30 anos. O valor representa uma receita previsível e regulada que pode contribuir significativamente para a estabilidade financeira da ENGIE Brasil nos próximos anos, fortalecendo a base de geração de caixa que sustenta a sólida política de dividendos da companhia, que anunciou aproximadamente R$ 1,65 bilhão em proventos para 2024. Esta nova fonte de receita de longo prazo também pode ajudar a explicar o interesse renovado dos investidores observado recentemente, quando as ações dispararam 4,61% em uma sessão de junho, movimento que chamou atenção da B3.

Os investidores devem acompanhar o cronograma de implantação dos demais trechos do projeto, que representam 95% da receita total prevista. A conclusão da obra permitirá à ENGIE Brasil capturar integralmente os R$ 268,3 milhões anuais durante três décadas de concessão, consolidando a diversificação de receitas da companhia que vem demonstrando crescimento consistente, como evidenciado nos resultados do primeiro trimestre de 2025, quando registrou lucro de R$ 823 milhões.

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