A Neoenergia (NEOE3) anunciou na quarta-feira, 16 de julho de 2025, a assinatura de contratos com a Nexus Manganês para fornecimento de energia eólica e venda de participação acionária. A operação envolve 15 MW de capacidade do Complexo Eólico Chafariz, localizado na Paraíba, com contrato de 10 anos iniciando em janeiro de 2026.

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A transação foi estruturada em duas frentes: a Nexus adquirirá 6,87% do capital social da Canoas 3 Energia Renovável, que integra o complexo eólico, e firmará contrato de compra e venda de energia elétrica. O Complexo Eólico Chafariz possui capacidade instalada total de 471 MW, distribuída em 15 parques.

A operação já recebeu aprovação sem restrições do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) em 3 de junho de 2025, transitando em julgado no dia 23 de junho. A conclusão da transação ainda depende de outras condições precedentes usuais para este tipo de negócio.

A estratégia visa implementar autoprodução de energia por fonte eólica para a Nexus, fortalecendo o portfólio de contratos de longo prazo da Neoenergia no segmento de energia renovável. Este movimento consolida a trajetória de crescimento da empresa no setor, que registrou expansão de 10,8% na geração de energia no primeiro semestre de 2025, com a geração eólica representando um dos pilares da estratégia operacional da companhia.

O acordo com a Nexus Manganês demonstra a capacidade da Neoenergia de monetizar seus ativos renováveis através de estruturas híbridas que combinam fornecimento de energia e participação acionária. Esta abordagem se alinha com a estratégia de financiamento sustentável da empresa, que recentemente captou €300 milhões com o Banco Europeu de Investimentos para investimentos em energia renovável na Coelba, evidenciando o foco estratégico da companhia na transição energética.

A solidez operacional que possibilita estes contratos de longo prazo reflete-se também na política de distribuição de resultados da empresa, que aprovou R$ 264 milhões em juros sobre capital próprio no primeiro semestre, demonstrando como a performance no segmento renovável se traduz em valor para os acionistas. Investidores devem acompanhar o cumprimento das condições precedentes e o início efetivo do fornecimento em janeiro de 2026.

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